Jorge Da Silva. Nascido e criado no hoje chamado Complexo de Favelas do Alemão, no Rio, entrou para a PM aos 17 anos, tendo atingido o último posto, o de coronel, aos 43. Atualmente é professor da UERJ. Ver perfil completo
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Este é o terceiro “post” que publico sobre a corrupção dos poderosos, com foco em fatos escabrosos acontecidos em Brasília. Neste, só quero chamar a atenção para um ponto, que tem a ver com a forma como os poderosos acusados de corrupção reagem em diferentes sociedades. Temos três tipos de reação: Em certos países, o poderoso flagrado em ato de corrupção se mata, com vergonha dos amigos, da família e da sociedade. Em outros, é considerado traidor do povo e da Nação, e é fuzilado, tendo a família que pagar o custo da bala. No Brasil, o poderoso pego com a mão na massa não se envergonha nem é considerado traidor do povo, e sim “maçã podre”, com o que todos os demais pares poderosos se salvam. Íntegros até um novo escândalo. Então, o acusado mostra-se, ele sim, indignado com a acusação, desafiando quem quer que seja a provar o provado. O corrupto é que fica indignado. Pergunto: por que é assim no Brasil?
Caro Professor Jorge da Silva,
A questão da corrupção é assim nas terras tupiniquins porque a nossa sociedade não é a japonesa e nem a chinesa.
Por aqui a vergonha na cara está totalmente desmoralizada e a banalização está banalizada.
O poder Judiciário sofrer de “paralisia de paradigmas”, reage as mudanças,é leniente e custa caro.
O poder executivo é o dono do cofre e usa muito bem esse poder para o bem ou para o mal.
O poder legislativo,desmoralizado, não legisla,limitando-se a aprovar e referendar o que lhe é imposto garganta abaixo pelo executivo.
Saudações
Paulo Fontes
Professor, o Brasil é menos uma nação do que uma “ação entre amigos”. Um empreendimento privado de um grupo restrito que – mesmo que tenha se ampliado ao longo do tempo – entranhou na mentalidade brasileira a cultura da desigualdade que estabelece privilégios mais ou menos legais para uns poucos, e a lei do cão para outros muitos. Os “poderosos” não se envergonham da corrupção por que, para eles, o que é “público” não é de ninguém. Está posto para ser predado, tosquiado, parasitado, pelos mais capazes, pelos mais fortes. E dane-se quem não pode fazer o mesmo. Afinal, como disse nosso Presidente, algumas pessoas não podem ser tratadas como “pessoas comuns”. Tenho a impressão que o espaço público no Brasil, o espaço da política, é a expressão mais pura e acabada do caos pré-Leviatã descrito por Hobbes…
Caro Professor Jorge da Silva,
A questão da corrupção é assim nas terras tupiniquins porque a nossa sociedade não é a japonesa e nem a chinesa.
Por aqui a vergonha na cara está totalmente desmoralizada e a banalização está banalizada.
O poder Judiciário sofrer de “paralisia de paradigmas”, reage as mudanças,é leniente e custa caro.
O poder executivo é o dono do cofre e usa muito bem esse poder para o bem ou para o mal.
O poder legislativo,desmoralizado, não legisla,limitando-se a aprovar e referendar o que lhe é imposto garganta abaixo pelo executivo.
Saudações
Paulo Fontes
Professor, o Brasil é menos uma nação do que uma “ação entre amigos”. Um empreendimento privado de um grupo restrito que – mesmo que tenha se ampliado ao longo do tempo – entranhou na mentalidade brasileira a cultura da desigualdade que estabelece privilégios mais ou menos legais para uns poucos, e a lei do cão para outros muitos. Os “poderosos” não se envergonham da corrupção por que, para eles, o que é “público” não é de ninguém. Está posto para ser predado, tosquiado, parasitado, pelos mais capazes, pelos mais fortes. E dane-se quem não pode fazer o mesmo. Afinal, como disse nosso Presidente, algumas pessoas não podem ser tratadas como “pessoas comuns”. Tenho a impressão que o espaço público no Brasil, o espaço da política, é a expressão mais pura e acabada do caos pré-Leviatã descrito por Hobbes…
Forte Abraço, Paulo Roberto