- Jorge Da Silva - http://www.jorgedasilva.blog.br -

ALTA CORRUPÇÃO E A TEORIA DAS “MAÇÃS PODRES” II

No “post” anterior evitei falar nas “irregularidades” do Senado, embora as tivesse em mente. Afirmei ali que várias são as teorias que procuram explicar o fenômeno da corrupção, desde as tradicionais, de cunho moralista, segundo as quais a corrupção seria sempre abordada como mero desvio individual de caráter (teoria moralista-individualista, ou das “maçãs podres”), até aquelas que partem da premissa de que os níveis de corrupção numa instituição ou sociedade variam na razão direta do nível ético da instituição ou sociedade em questão (corrupção sistêmico-institucional). Uma das estratégias utilizadas por pessoas envolvidas em esquemas corruptos para desviar a atenção desses esquemas é escolher alguém para bode expiatório, ou, como se diz no interior, para boi de piranha. Com isso, enquanto as piranhas devoram o indigitado boi, a boiada atravessa o rio sem ser percebida pelas piranhas, e segue em frente, conduzida pelo diligente boiadeiro. Qualquer semelhança é mera coincidência.