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Jorge Da Silva √© cientista pol√≠tico. Doutor em Ci√™ncias Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecn√≥logo em Seguran√ßa P√ļblica (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alem√£o, no Rio, serviu antes √† PM, corpora√ß√£o em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi tamb√©m secret√°rio de Estado de Direitos Humanos/RJ. √Č vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibi√ß√£o)).

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ALEXANDRE GARCIA ENTRE BRASILEIROS E JAPONESES

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11 de fevereiro de 2020

Leio em oglobo.globo.com do √ļltimo dia 03/02/2020:  Alexandre Garcia diz que, se Brasil trocasse de popula√ß√£o com o Jap√£o, pa√≠s se transformaria em pot√™ncia do primeiro mundo.   

A propósito da afirmação, trago trecho de livro ainda no prelo, em que me refiro à comparação entre os dois países:

Em recente encontro no Jap√£o com descendentes de japoneses nascidos no Brasil, os mesmos mostravam-se muito preocupados com a viol√™ncia brasileira (possuem parentes vivendo no Brasil), e tamb√©m me perguntaram sobre qual seria a solu√ß√£o. Comecei minha resposta com uma pergunta ret√≥rica: ‚ÄúEm que momento o Jap√£o se constituiu formalmente como na√ß√£o?‚ÄĚ E eu mesmo adiantei a resposta: h√° mais de 2.600 anos, e aduzi que o Brasil constituiu-se como na√ß√£o independente de Portugal em 1822, h√° apenas 198 anos.

Mais: a nação japonesa manteve-se fechada durante séculos, com uma população relativamente homogênea, tanto fenotípica quanto culturalmente. Não foi destino da migração europeia nem da escravidão de africanos, diferentemente do Brasil, que contou com a imigração em escala de europeus (e de outros países, incluído o próprio Japão), e que foi palco da mais numerosa e longa escravidão do mundo, sendo o Rio de

Janeiro a cidade do Brasil (e do mundo) que mais recebeu africanos como escravos, cerca de 2 milh√Ķes, como mencionado anteriormente na Introdu√ß√£o.

Bem, ainda que Garcia Eggers se tenha inclu√≠do entre os brasileiros a serem trocados (parece que n√£o…), os dados acima n√£o lhe d√£o raz√£o. Seria necess√°rio, no caso do Brasil, fazer o tempo voltar, como fez o Super-Homem no filme…    

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