foto de Jorge Da Silva

Jorge Da Silva √© cientista pol√≠tico. Doutor em Ci√™ncias Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecn√≥logo em Seguran√ßa P√ļblica (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alem√£o, no Rio, serviu antes √† PM, corpora√ß√£o em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi tamb√©m secret√°rio de Estado de Direitos Humanos/RJ. √Č vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibi√ß√£o)).

Ver perfil

Os conteúdos dos textos deste Blog podem ser usados livremente. Pedimos, no caso, que sejam consignados os devidos créditos, com a citação do autor e da fonte.

 



 

 

VIOLÊNCIA. EM 27 ANOS, NADA MUDOU

2 Comentários, deixe o seu

.

H√° 27 anos era lan√ßado: Da Silva, Jorge. Controle da criminalidade e seguran√ßa p√ļblica na nova ordem constitucional. Rio de Janeiro: Forense, 1990, 2¬™ ed, 2¬™ tiragem. No cap√≠tulo V (Pol√≠tica P√ļblica Federal), t√≥pico 4 (Controle de armas de fogo), pag. 77, l√™-se:

“No que diz respeito às armas automáticas sofisticadas e potentes que são contrabandeadas para o Brasil, e não raro encontradas com bandidos, é essencial:

a) direcionar o esfor√ßo de intelig√™ncia da Policia Federal para desbaratar os grupos que se organizam para essa pr√°tica criminosa, normalmente constitu√≠dos por pessoas de ‚Äústatus‚ÄĚ;

b) intensificar a fiscalização policial nos pontos de entrada por terra, mar e ar no território nacional (atribuição da Polícia Federal, consoante o inciso III do art. 144 da CF); e

c) criminalizar, com penas duras, a posse, o transporte e porte desse tipo de arma.

Se, entretanto, as nossas elites pol√≠ticas, jur√≠dicas e empresariais […] n√£o quiserem endurecer a fiscaliza√ß√£o e a legisla√ß√£o, √© bom que saibam que de nada adiantar√° mandar a pol√≠cia estadual cuidar do porte ilegal e dar ‚Äúbatidas‚ÄĚ indiscriminadas nos morros e na periferia.‚ÄĚ

Houve rea√ß√Ķes negativas, inclusive dentro da PMERJ (eu estava na ativa da Corpora√ß√£o) partidas de pessoas que acreditavam seriamente que os traficantes ficariam desarmados se a pol√≠cia fosse mais dura e aumentasse o n√ļmero de apreens√Ķes na ponta. Ledo engano. As fontes s√£o inesgot√°veis…

Alv√≠ssaras! Hoje, depois de o Brasil firmar-se como campe√£o mundial da matan√ßa; de a viol√™ncia criminal atingir √°reas jamais imaginadas; e do fato de ningu√©m, pobre ou rico, ter certeza de que n√£o vai morrer de tiro num assalto, de bala perdida, ou num arrast√£o praticado por bandos munidos de fuzis que lhes chegam √†s m√£os √†s toneladas, ouvem-se algumas vozes, de autoridades e setores da sociedade civil, capitulando ao √≥bvio, ou seja, que √© preciso estancar a entrada de fuzis no pa√≠s, indo √†s fontes, com a ado√ß√£o, dentre outras medidas, das sugeridas h√° 27 anos (‚ÄúPol√≠tica P√ļblica Federal‚ÄĚ). Por√©m, lamentavelmente, ainda h√° os que preferem ver a Pol√≠cia Federal e as For√ßas Armadas nas favelas para apreender fuzis e drogas que tenham entrado no Brasil como sempre entraram. Como se fosse poss√≠vel esvaziar um po√ßo com uma peneira.

2 Comentários, deixe o seu   |    Imprimir este post Imprimir este post    |   


2 comenários to “VIOL√äNCIA. EM 27 ANOS, NADA MUDOU”

  1. TOM TELLES disse:

    …1990 politicamente lembrando…
    Presidente: Fernando Color de melo РMinistro da justiça: Jarbas Passarinho
    Governador do RJ: Moreira Franco SSEG: estava extinta
    Ouvir a Academia? nem pensar, vamos de tiro porrada e bomba

Envie o comentário


0/Limite de 1800 caracteres

Add video comment