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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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“TEM QUE MUDAR O GOVERNO PARA ESTANCAR ESSA SANGRIA”

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(NOTA PRÉVIA. A propósito dos últimos acontecimentos, republico postagem de 3 de junho último)

 

A QUASE IMPLOSÃO DA LAVA-JATO E A MORALIDADE SELETIVA

O que mobilizou a opinião pública para apoiar o impeachment foi a indignação com os escândalos de corrupção, na conta dos governos do PT. Diante do clima de indignação geral, a oposição não quis esperar que surgisse fato ligando diretamente a presidente Dilma a atos corruptos, ainda que sob a teoria do “domínio do fato”. Não. Havia pressa em apear a presidente, o que fez com que se recorresse às chamadas “pedaladas fiscais” (aliás, que nada tinham a ver com o motivo da revolta da população). Concluiu a oposição que bastava o deputado Eduardo Cunha acolher o pedido de abertura do processo de impeachment. Seguiu-se a admissibilidade por parte do Senado.

Paralelamente, a caneta do juiz Sérgio Moro continuava a deitar tinta forte. Opositores do governo, que até aquele ponto imaginavam que a caneta do magistrado era partidária (tinha atingido principalmente figurões do PT), começaram a entrar em pânico, pois as “delações premiadas” de empreiteiros, doleiros, executivos de empresas estatais e políticos caídos em desgraça começaram a atingir cabeças coroadas de outros partidos. O que fazer? Eminente senador, um dos articuladores do impeachment, e que viria a ser nomeado ministro do Planejamento no governo interino, foi taxativo em gravação sem o seu conhecimento: “Tem que mudar o governo para estancar essa sangria” […] Um acordo para delimitar onde está.”Traduzindo: mudar o governo para implodir a Lava Jato e escantear o juiz Moro.

E o povo iludido na sua boa fé, achando que o impeachment era contra a corrupção, pela moralidade pública, por patriotismo. Mais triste ainda é ver pessoas sérias, mesmo diante desse enredo vergonhoso, minimizando-o como algo sem maior importância. Como se desonestidade fosse apenas roubar dinheiro. Ao povo, enfim, só resta uma alternativa: com ou sem impeachment, unir-se na luta contra qualquer tentativa de implodir a Lava Jato ou mudar a caneta de mão.

junho 3rd, 2016

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2 comenários to ““TEM QUE MUDAR O GOVERNO PARA ESTANCAR ESSA SANGRIA””

  1. José Medina disse:

    Os políticos são os mesmos, os ministros também, partidos políticos não existem, são balcões de negociatas sujas, a corrupção oficializou-se, criminalidade tornou social, com o kit gay do Lula, as crianças se prostituíram e estão cheia de filhos, sem nenhum futuro. O poder dominante, com muito dinheiro do povo, decide quem vai ser eleito, são eleitos, para apenas lerem papel ofício, como fosse robô. A grande corrupção sistémica acabou com a oposição e faliu toda a Nação: O povão não suportando tanta desgraça, foram para as ruas, e, agora todos estão de prontidão!

  2. jorge disse:

    Caro Medina,
    Faço minhas as suas palavras.

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