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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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FLA-FLU. LAVA JATO E CORRUPÇÃO SISTÊMICO-ESTRUTURAL

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Nos últimos meses, ademais do clamor pela punição dos políticos envolvidos em corrupção, tem-se falado muito na necessidade de união nacional. Porém a impressão passada é que se trata de uma espécie de Fla-Flu, com cada torcida empenhada na desqualificação do “time” adversário e na sua derrota. Daí, em vez de união, a divisão das torcidas só tem feito aumentar.

Eis que os jornais de hoje (24/02/2016) trazem notícia de um fato que ambos os “times” conheciam bem (os times, sim, mas nem tanto as torcidas). Só a Odebrecht teria ajudado centenas de políticos de 24 partidos. O jornal Folha de São Paulo fala em 316 políticos aquinhoados. Claro que nem todos receberam contribuição na base da propina, mas, ainda assim, é sintomática a generosidade da empresa. Seria por convicção política, ideológica ou religiosa? Pergunte-se: mesmo os políticos que não receberam a contribuição como propina, são inocentes? Não sabiam como funcionava o esquema? De onde vem tanto dinheiro para tanto altruísmo? É possível que, agora, as torcidas dos dois times entendam claramente por que muitos dos seus jogadores tanto se empenharam pelo financiamento empresarial de campanhas.

Os políticos falando em união, e o povo acreditando. Atroz ironia: só a corrupção conseguiu unir os dois times. E as torcidas?…

Só nos resta esperar que os Moros passem o rodo geral. Sem bodes…

 

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4 comenários to “FLA-FLU. LAVA JATO E CORRUPÇÃO SISTÊMICO-ESTRUTURAL”

  1. José Medina disse:

    Os times são os mesmos e as torcidas são envolvidas, por falsas emoções ou esperança. Enquanto jogadores habilidosos, são cortados, do sistema!

  2. Lígia Marcandelli de Souza e Silva disse:

    Não acredito em milagres coronel Jorge da Silva. Só acredito em um levante popular de grandes proporções. Sabe quando ? Quando os morros descerem e as palafitas tomarem as avenidas e ruas de NORTE A SUL . Com bastante sangue escorrendo . Bem banho de sangue o senhor é um conhecedor, pois, todos os dias miseráveis são exterminados. Quando os filhos das elites forem também ceifados . A VITÓRIA será tarde, porém , passará para a história dessas catas que dominam o cenário político nacional desde as capitanias hereditárias .Bem mestre ? Qual a diferença entre Canudos e Palmares ?

  3. jorge disse:

    Cara Lígia, é triste realmente conviver com tanta iniquidade. Quando vejo “comunidades” inteiras se rebelarem contra a atuação da polícia (sobretudo quando balas “perdidas” “acham” moradores e crianças), ocasião em que incendeiam ônibus, fecham vias etc., acho que já é uma forma de resposta popular. Quando se sabe que a polícia brasileira é a que mais mata e a que mais morre (indicação de que já há muito sangue correndo). E que o medo da violência é generalizado, com condomínios cheios de grades, cercas eletrificadas, “seguranças” privados etc., tenho para mim que algo parecido com o que a amiga aponta já está acontecendo. Também não acredito em milagres, mas também não acredito que banho de sangue, na forma pensada pela amiga, seja uma solução possível. Os rebelados de Canudos e Palmares foram dizimados. Quando a amiga afirma que, sobre banho de sangue, eu conheço bem, deve estar se referindo ao fato de eu ter perdido parentes assassinados ou à minha luta de décadas contra tudo isso.

  4. José Medina disse:

    Caro, irmão Jorge da Silva, bom dia. Necessito ter uma conversa pessoal, contigo: Trata-se de assunto administrativo. Meu tel para contato: tel fixo, 36599573…Tel celular, 992989776………Do caro irmão em Cristo: José Medina.

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