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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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LAVA-JATO E CARADURISMO POLÍTICO

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Ao vivo e em cores, os brasileiros têm visto (Lava-Jato, fases de 1 a 18), como viram anteriormente (Mensalão, Mensalinho, Correios etc.), a colossal roubalheira envolvendo dezenas de políticos, empresários e outras pessoas importantes. Tal roubalheira, portanto, não é episódica ou isolada, como se decorresse de desvios individuais de caráter. Ao contrário, é crônica, institucional, sistêmica e funcional (Nota. A ‘teoria funcional’ tenta explicar a corrupção como algo ‘natural’, inerente ao processo produtivo e comercial…).

A montagem desses sistemas corruptos, portanto, parte necessariamente de um conluio (associação espúria entre pessoas e ou grupos em benefício próprio, mas em prejuízo de terceiros, sejam os terceiros indivíduos, instituições ou o próprio Estado).

Se a PF, o MPF e o STF não estiverem equivocados em relação aos políticos e empresários já condenados; e se, entre os atuais denunciados ou investigados, não se equivocarem condenando inocentes, estaremos diante de acabado exemplo de corrupção institucional, sistêmica, funcional, sendo importante sublinhar que esses conluios criminosos entre empresas e políticos ocorrem também nos níveis estadual e municipal, como é sabido. Em suma: é questão cultural, nacional…

Daí, é sintomática a obstinação com que alguns políticos, inclusive denunciados ou investigados como beneficiários de propinas, insistem na continuidade das doações de empresas. Pior, alegando que se trata de interesse da sociedade, quando se sabe que 79% dos brasileiros, como revelou pesquisa Data Folha (Cf. oglobo.com, 06/07/2015), são contra o financiamento de empresas.

Mais óbvio do que isso, impossível.

Bem, e os empresários, são contra ou a favor?…

 

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7 comenários to “LAVA-JATO E CARADURISMO POLÍTICO”

  1. José Medina disse:

    A reforma política aprovada na câmara dos deputados, das doações ocultas dos empresários. É vergonhoso e abominável, a mesma coisa que oficializar o Crime Organizado no poder, para governar o Brasil: Não precisa nem ter eleições!

  2. José Medina disse:

    Para o Negro. pobre e político de oposição, a justiça é rápida e rígida, mas para o “sistema” parece até que a justiça não existe.

  3. jorge disse:

    Eles são muito cínicos.

  4. jorge disse:

    Doação oculta. Para que oculta? Isso é um escárnio.

  5. Juliana de Morais disse:

    Infelizmente, o Brasil está tão criticamente corrompido que desisti de votar, pois num saco de batatas podres não se tem o que escolher. Desde o tempo de meus avós ouço dizer que o povo vota errado – seja lá em quem for que votarmos vamos ouvir isso mais tarde. Então, é melhor não votarmos.
    Precisamos de mais homens com o padrão moral e intelectual do professor Jorge da Suilva, do ministro Janot, do Joaquim Barbosa e mais alguns. Também amo o meu país e sofro muito mediante tudo isso que estamos passando, sendo que não vejo luz no fim desse túnel, mas ainda assim creio que um dia tudo isso poderá ser mudado se o povo fizer a sua parte, assim como os franceses fizeram a deles na Revolução Francesa. Devemos parar de confundir pacifismo com aceitação aleatória, como se fôssemos gado empurrado pro lado que interessa ao seu boiadeiro.Um dia entenderemos que somos povo e qe como povo temos oque exigir que nossos políticos trabalhem em prol de todos nós. Muita gente já está farta de tanta roubalheira e pilantragem e naturalmente haverá uma reação.

  6. Juliana de Morais disse:

    Infelizmente, o Brasil está tão criticamente corrompido que desisti de votar, pois num saco de batatas podres não se tem o que escolher. Desde o tempo de meus avós ouço dizer que o povo vota errado – seja lá em quem for que votarmos vamos ouvir isso mais tarde. Então, é melhor não votarmos.
    Precisamos de mais homens com o padrão moral e intelectual do professor Jorge da Silva, do ministro Janot, do Joaquim Barbosa e mais alguns. Também amo o meu país e sofro muito mediante tudo isso que estamos passando, sendo que não vejo luz no fim desse túnel, mas ainda assim creio que um dia tudo isso poderá ser mudado se o povo fizer a sua parte, assim como os franceses fizeram a deles na Revolução Francesa. Devemos parar de confundir pacifismo com aceitação aleatória, como se fôssemos gado empurrado pro lado que interessa ao seu boiadeiro.Um dia entenderemos que somos povo e que como povo temos que exigir que nossos políticos trabalhem em prol de todos nós. Muita gente já está farta de tanta roubalheira e pilantragem e naturalmente haverá uma reação.

  7. jorge disse:

    Cara Juliana,
    É isso mesmo. Temos que continuar lutando. É preciso ter esperança. Abraço,

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