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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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ASSALTOS A FACA NA LAGOA

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Os frequentes assaltos na Lagoa e em outros pontos da cidade têm causado indignação, sobretudo após o brutal assassinato do médico Jaime Gold. As autoridades se dividem nas explicações, mas os cidadãos em geral atribuem esses fatos à falta de policiamento. Não entro no mérito, pois a questão é muito mais complexa. De qualquer forma, transcrevo abaixo trechos de duas postagens, de 06/04/2015 e 27/07/2014, respectivamente, nas quais chamo a atenção para um ponto que pode explicar boa parte do que tem acontecido na área da segurança pública:

Da postagem de 06/04/2015:

“[…] Bem, desde o início, o programa das UPPs tem recebido amplo apoio da sociedade. Daí a sua expansão açodada, voltada para a quantidade, com desequilíbrio acentuado na distribuição dos efetivos e outros meios. Mais: com avaliação governamental centrada só nos aspectos considerados positivos, não se admitindo crítica. Acontece que, claramente, os interesses politico-eleitorais descartaram os estudos de Estado Maior, o que pode explicar certo descontrole. Não há dúvida: se as decisões governamentais sobre o programa (e sobre o emprego da PM como um todo) fossem precedidas de “estudos de estado maior” da PM, haveria mais acertos do que erros. Antes de qualquer decisão, alternativas seriam consideradas, óbices e desafios identificados, meios materiais e humanos disponíveis contabilizados, assim como o cálculo do tempo, da abrangência, das condições de emprego da tropa e do seu moral, e principalmente das possibilidades de atingimento dos objetivos. Em suma: tudo que só um “estudo de Estado Maior”, instrumento essencial para o planejamento estratégico, possibilita. O Estado Maior da PMERJ está capacitado a fazê-lo. Erro crasso é decidir politicamente antes, na base da intuição e do improviso, e planejar da frente para trás.”

Da postagem de 27/jul/2014:

“[…] Em suma, o governo elevou um “programa” específico à condição de “política pública de segurança do estado”, desconsiderando o fato de que uma política pública de qualquer setor comporta vários “programas”, “projetos” e “ações”.

 

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5 comenários to “ASSALTOS A FACA NA LAGOA”

  1. Jose Medina disse:

    O Brasil precisa de um projeto de Naçao. Os governos totalitarios, tem usado como obra social, grupos de exterminios, como: mao branca, policia mineira, milicianos e nas favelas balas de fuzil e fogo nos barracos. Se esse menino, tivesse escola de qualidade e o bom exemplo dos governos. Toda a nossa juventude, nao seria marginalizada.

  2. jorge disse:

    Caro Medina,
    Concordo. É isso mesmo.

  3. Eron disse:

    Meias verdades ao meu ver. O governador tEm razão em alegar uma lei imprecisa, na medida que permite menores serem liberados sem maiores alardes. sim. A população tem razão em argumentar sobre a falta de policiamento? Também. Só que no meio disso mais inocentes continuam a morrer e a impunidade continua.

  4. jorge disse:

    Caro Eron,
    No Brasil, a responsabilidade penal começa aos 12 anos (e não aos 18). No DEGASE espremem-se (em regime fechado) mais de 1500 menores infratores entre 12 e 17 anos.

  5. Eron disse:

    Verdade Doutor. Acho necessário um esforço dos órgãos competentes para formarmos seres humanos conscientes (mediante aos delitos praticados) e com oportunidades de formação e não apenas a prisão em si como forma de punção ao ato infracional cometido, pior, em instituições decadentes e desumanas as vezes. Precisamos de mentes pensante como a do Sr. para discutimos o início, meio e fim do problema e não só o fim como é comum no Brasil.

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