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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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OAB FEDERAL CRIA A “COMISSÃO DA VERDADE DA ESCRAVIDÃO NEGRA”

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(Nota prévia: Esta postagem complementa a anterior, abaixo).

Realizou-se ontem, 25 /11, no Salão Nobre da OAB/RJ, Ato de Apoio à criação, pelo Conselho Federal da OAB, da “Comissão da Verdade da Escravidão Negra”. O evento foi organizado pela Comissão de Igualdade Racial da OAB/RJ, sob a presidência do Dr. Marcelo Dias. Trata-se de iniciativa corajosa do Conselho Federal da Ordem, que entendeu ser providência de interesse geral da sociedade brasileira, e não só dos negros e indígenas; e não significa que a história da escravidão tenha sido contada de forma mentirosa. Trata-se, sim, de trazer a lume fatos e dados que, mesmo de boa fé, foram omitidos ou distorcidos pelos tradicionais narradores da Nação.  Fatos e dados que podem ajudar a explicar impasses e contradições do presente, dentre os quais foram destacados dois pelos participantes do evento: os altíssimos níveis de violência, com a escandalosa matança da juventude, sobretudo da juventude negra; e a persistência em nossa sociedade de dois tipos de racismo, mais perversos do que o racismo individual, nas relações interpessoais, já que atingem segmentos enormes da população no atacado: o racismo estrutural e o racismo institucional, os quais naturalizam a ocupação das posições e lugares na sociedade brasileira de forma hierárquica, em função do fenótipo e da identidade social de pessoas e grupos, ainda que haja exceções à regra. Essa estrutura hierárquica apareceria até mesmo no crime, como o demonstram as galerias de fotos nos jornais dos envolvidos em grandes roubos no País.

Digo eu: Importantíssima a adesão de progressistas brancos, ou seja, daqueles brasileiros que não utilizam a evasiva falaciosa de afirmar que não há brancos nem negros no Brasil, e que seríamos todos “misturados”, do preto retinto ao loiro rosado. Qual o verdadeiro objetivo dessa falácia?…

 

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