- Jorge Da Silva - http://www.jorgedasilva.blog.br -

SEGURANÇA NO RJ. SUGESTÃO E PEDIDO AO GOVERNADOR PEZÃO

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Parabenizo o governador Luiz Fernando Pezão pela investidura. Quem o conhece, sabe-o pessoa simples e afável. Tem agora a nobre responsabilidade de representar toda a população do Estado. Que Deus o ilumine, e que as luzes terrenas não lhe ofusquem a visão e o tirem do bom caminho.

A sugestão (perdoada a pretensão): que se mude do Leblon para a residência oficial, nas Laranjeiras e, de lá, governe o estado. Homem do interior que é, resista às pressões daqueles que, olhando para o próprio umbigo, insistem em confundir cidade do Rio de Janeiro (detestam a palavra município) com Estado do Rio de Janeiro; dos mesmos que, de forma contraditória, nos querem fazer crer que a sigla PM significa Polícia Municipal, fingindo esquecer que, em 1975, houve a fusão dos antigos estados da Guanabara e Rio de Janeiro.

Dado preocupante. Lê-se no Globo online (4/4/14) que o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, “cobra do governo estadual mais segurança” (esperou o governador Cabral sair?…), e a inclusão de Niterói no planejamento da segurança de grandes eventos, sugerindo que as Forças Armadas não sejam empregadas só na Maré. Convocou inclusive uma manifestação para o próximo dia 10. Aliás, prefeitos de outros municípios também têm protestado contra o esvaziamento dos efetivos policiais ao longo dos últimos anos, como o de São João do Meriti, São Gonçalo e outros da Baixada Fluminense e do interior. E reclamado da migração de bandidos para suas áreas e o consequente aumento da violência.

O pedido: que, repito, resista à tentação das luzes e às pressões de setores elitistas da sociedade carioca, chamando-lhes a atenção para o óbvio: que o governo é estadual (de Parati a Porciúncula); que a Secretaria de Segurança é estadual; que a PM e a PC são estaduais. Mais: que o programa das UPPs deve ser mantido como programa, parte de uma política geral de segurança, e não como a política de segurança, como se fora uma panaceia. Ainda: que, no emprego das forças policiais, se louve mais no aconselhamento dos técnicos da PM e da PC, e menos no de grupos de interesse, ainda que de boa fé. E que avalie a eficácia ou não da política de segurança com base nos números da violência registrados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP/RJ) e em sondagens de opinião independentes, com amostras significativas, e não com base em opiniões isoladas, escolhidas a dedo, e divulgadas como se fossem a opinião geral. Estas últimas, se muito divorciadas da realidade, produzem efeito contrário, às vezes bumerangue.