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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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EXÉRCITO NA MARÉ III: E OS MAGISTRADOS…

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MANDADO DE BUSCA coletivo, em TODAS as casas da Maré, local com 40 mil domicílios. Cadê a organização “Juízes pela Democracia?” É a favor ou contra? E a OAB, é a favor ou contra? E os grupos que  lutam pelos direitos humanos? E os intelectuais, são a favor ou contra? E os progressistas da mídia, são a favor dos mandados de busca coletivos? Por que não se manifestam, a favor ou contra?…

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4 comenários to “EXÉRCITO NA MARÉ III: E OS MAGISTRADOS…”

  1. Alessandro Rodrigo disse:

    Foi com enorme satisfação que, através de uma mensagem compartilhada no Facebook, tomei conhecimento do blog e do site do Prof. Jorge Da Silva. Espaços como estes tornam-se fundamentais nos dias de hoje em que o desespero individual diante da insegurança coletiva traz à tona certos ideais fascistas que julgávamos soterrados nas profundezas da nossa história. Uma mídia elitista sabidamente interessada na propagação do terror – pessoas amedrontadas gastam mais, tomam decisões precipitadas (irracionais) e são reacionárias – cumpre uma agenda pragmática e minuciosamente elaborada visando à proteção dos interesses de seus associados de classe e se revela incrivelmente assanhada devido à cobertura oferecida pela ala política conservadora que amplia sua influência a cada dia no Brasil. Mais interessante ainda é o fato de o Professor ser egresso das fileiras da Polícia Militar, mais que isso, tal fato corresponde a um sopro de esperança nesta guerra de informação que travamos diariamente sempre em condição de desvantagem numérica. Nesse sentido, sempre digo aos meus amigos policiais e seus apoiadores civis quase incondicionais que é importante analisarmos o que se esconde nas entrelinhas dos discursos que propagamos. Assim, urge questionarmos: quem são os que mais lucram com a atribuição aos grupos de defesa dos direitos humanos da responsabilidade pela onda de violência e impunidade que nos aflige? Autoridades corruptas e coniventes com a criminalidade dão saltos de alegria toda vez que um “cidadão de bem” repete esta cantilena pois sabem que enquanto o foco da sociedade for desviado para este equívoco suas posições estão protegidas. Obrigado, por lutar ao nosso lado nessa trincheira, Comandante! Que seu exemplo possa servir de inspiração para outros combatentes!

  2. Adilson da Costa Azevedo disse:

    Caro Jorge,

    Como você sabe, os juízes devem falar nos autos. Um juiz não comenta a decisão do outro, pois isso seria violar a independência funcional dos juízes. Portanto, o magistrado que deferiu o mandado de busca coletivo, ao que tudo indica, não faz parte desse grupo de juízes. Assim, não há o porquê de cobrar qualquer manifestação deles. Na verdade, as manifestações deveriam partir da OAB, das ONGs que defendem os direitos humanos, dos organismos estatais de defesa da população, dos movimentos defensores das minorias, dos movimentos raciais, enfim, da sociedade civil organizada. Qual o motivo do mutismo geral?

  3. jorge disse:

    Caro Adilson,
    Você tem razão. Todo mundo de bico calado. Costumo dizer que, em certas questões não há esquerda e direita no Brasil. Há ‘em cima’ e ‘embaixo’. É o caso. OAB e os demais setores que você citou (e eu incluiria os ‘progressistas’ da mídia), todo mundo junto no andar de cima. De bico calado. Não me surpreendo.

  4. jorge disse:

    Caro Rodrigo,
    Obrigado pelo comentário. Se se pode ver algo de positivo nesse estado de coisas é que, pelo menos (penso eu), vamos parar de ouvir aquela cantilena de que o Brasil é uma sociedade harmoniosa, pacífica, cordial e sem preconceitos. Está ficando bem clara a verdadeira natureza da nossa sociedade.

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