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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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EXÉRCITO NA MARÉ II

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Parecia apenas um ensaio (um balão de ensaio, como se diz) a matéria de O Globo comentada na postagem anterior, abaixo, de 26/03. Pois bem. Não é que um juiz singular, como se lê no jornal Extra do hoje, 29/03, resolveu, poderoso, expedir mandado de busca coletivo: “Justiça autoriza polícia a revistar casas da Maré”. Sintomático o silêncio ensurdecedor dos “democratas”… De três, uma: ou a lei mudou sem que eu tenha tomado conhecimento ou o juiz a desconhece, ou, conhecendo-a, não lhe faz caso.

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5 comenários to “EXÉRCITO NA MARÉ II”

  1. Cel wilton disse:

    Caro Jorge, tanto procuraram ” cabelo em ovo” defendendo teses absurdas de desmilitarização das PM, que estão em vias de conseguirem isso sim, militarizarem, no real sentido conceitual, inclusive sob a luz da Justiça Militar Federal, a segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

  2. jorge disse:

    Caro Wilton,
    Será que também vão pedir a desmilitarização do Exército?

  3. Adilson da Costa Azevedo disse:

    Caro Jorge,

    O saudoso professor Calmon de Passos com o qual você participou em muitos simpósios de direito, com a sua veemência e indignação dividia a cidadania em várias classes. Desde aos que não tinham direitos a voto, até aqueles cidadãos de primeira classe que usufruem das benesses do Estado. Existem ainda os de classe especial, aqueles que conseguem financiamentos do BNDES, da Caixa Econômica, sempre para empreendimentos sem retorno etc. Esses mandados coletivos são concedidos para os locais onde residem os cidadãos de baixa classificação como concluiu Calmon dos Passos. No entanto, nem tudo está perdido. Foi criado um grupo de juízes, denominado JUÍZES PELA DEMOCRACIA. São juízes de várias partes do Brasil, muitos do Rio de Janeiro, os quais fazem frente a desigualdade social, fundamentando as suas decisões nos princípios constitucionais e no artigo quinto da Lei de Introdução ao Ordenamento Jurídico pátrio, sendo atores principais no processo democrático. Como você observou, não ocorreu nenhuma posição contra essa medida, pois é “natural” a revista ser feita em todas as casas da “comunidade”, eufemismo que substitui FAVELA

  4. jorge disse:

    Caro Adilson,
    Pois é. Onde estão os Juízes pela Democracia? Com certeza, nenhum deles mora na Maré.

  5. Cel; v.sa na introdução de seu blog afirma que nasceu e foi criado no complexo de favelas do alemão. Devo informa-lo que fui amigo do seu pai Cel Pedro e também do maior amigo de seu pai na antiga PMDF Cel Paulo Ribeiro. Com toda vênia o conjunto da PMDF na INVERNADA DE OLARIA,como ere chamado o local aonde seu pai morou, nunca foi considerado como COMPLEXO DO ALEMÃO. Ainda mais na decada de 1960 foi instalado ao lado a famosa INVERNADA DE OLARIA, e mais tarde o NUCOE da PM. Nesta época,com essas duas unidades da Policia,não exista trafico nem vagabundos neste loca (ALEMÃO).Com a chegada do primeiro governo do BRIZOLA é que as coisa começaram a mudar. O que a imprensa e os INTELECTUAIS que se intitulam conhecedores de Segurançã Publica ignoram É que o GRANDE CULPADO DA BANDIDAGEM QUE SE INSTALOU NO RJ – FOI LEONEL BRIZOLA !!!!!!!!!!!!

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