foto de Jorge Da Silva

Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

Ver perfil

Os conteúdos dos textos deste Blog podem ser usados livremente. Pedimos, no caso, que sejam consignados os devidos créditos, com a citação do autor e da fonte.

 



 

 

FUGA DE PIZZOLATO E COLONIALISMO. UMA PERGUNTA: ELE É BRASILEIRO MESMO?

Deixe seu comentário

.

O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a mais de 12 anos de prisão na AP 470 (Mensalão), fugiu misteriosamente para a Itália. Deixou rastro, e descobriu-se que falsificou documentos de um irmão falecido há anos. Encontrado pela polícia italiana em casa de parentes, não desistiu da farsa: “Eu sou o Celso; eu sou o Celso!”. É levado à prisão, não pela condenação no Brasil, e sim pela fraude documental para entrar naquele país. Invoca a sua condição de italiano (que também é…) para não ser extraditado e pedir prisão domiciliar, lá.

As barreiras do preconceito e as humilhações sofridas por brasileiros de todos os naipes em aeroportos europeus parecem explicar a sofreguidão com que muitos buscam o passaporte de países do Norte, em razão de laços, ainda que remotos, com ascendentes europeus (jus sanguinis). Percebe-se agora que, para alguns, essa não é a única razão do sonho europeu. O foragido em tela e, antes dele, o banqueiro Salvatore Cacciola, por exemplo (lembram-se?), valem-se do expediente da dupla nacionalidade para fins escusos. Como se calculassem: em caso de condenação aqui, no que entendem ser a “Casa da Mãe Joana”, basta recorrer à sua verdadeira pátria. Curioso: para ocupar altos cargos na República tupiniquim, como o de diretor do Banco do Brasil, vale ser nacional brasileiro; para assumir as responsabilidades do cargo, nem tanto.

PS. Sou de tempo em que, quando um brasileiro adotava a nacionalidade estrangeira sem justificativa relevante, perdia a brasileira. E ainda dizem que o colonialismo é coisa do passado.

 

 

Deixe seu comentário   |    Imprimir este post Imprimir este post    |   


Envie o comentário


0/Limite de 1800 caracteres

Add video comment