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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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GENTRIFICAÇÃO FORÇADA, NO ATACADO

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Durante décadas, setores da elite empresarial, política e intelectual da cidade do Rio envidaram todos os esforços para que as “favelas” da Zona Sul fossem “erradicadas” e os seus moradores mandados para longe. Esforço baldado. Resolveram então, escudando-se nas falácias da “revitalização” e da “proteção”, partir para a estratégia da gentrificação no atacado, atalho seguro para se chegar ao real objetivo, que é, por meio de novos empreendimentos imobiliários, empurrar os antigos moradores para a periferia e ocupar-lhes o espaço. Ora, por que não admitem publicamente que investem na gentrificação, se é o que fazem? O pior é dizerem que tudo é feito para beneficiar os pobres. Pode?…

 

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4 comenários to “GENTRIFICAÇÃO FORÇADA, NO ATACADO”

  1. Cel Wilton disse:

    Caro Jorge, humildemente informo que desconhecia o termo inglês “GENTRIFICAÇÃO”,mais humildemente ainda fui a cata do conceito em nossos dicionários, não encontrando, fui ao Google, e lá achei : Chama-se gentrificação, uma tradução literal do inglês “gentrification”, que não consta nos dicionários de português, o fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tal como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada.

    E mais uma vez acertou na mosca, 5X neles. É exatamente o fenômeno que está acontecendo. E agora????? Parabéns mais uma vez.

  2. jorge disse:

    Caro Wilton,
    A gentrificação pode ocorrer como processo natural, no sentido de recuperar áreas degradadas, abandonadas ou para efeito de modernização. Ou pode resultar de programas de exclusão, alimentados pela combinação cínica de discriminação, interesses especulativos e outros…

  3. Adilson da Costa Azevedo disse:

    Caro Jorge,

    A escritora Lya Luft começa assim o seu artigo da revista Veja desta semana: “Não falarei do meu desânimo quanto a situação do país: cansei”. E fala sobre a passagem do tempo. Você sabe muito bem que esse processo resulta de sua última hipótese. Há todo um sistema estatal direcionado nesse sentido. Os dirigentes do Brasil são aqueles que queriam fazer uma transformação no país. Em nome dessa ideologia morreram, mataram, foram presos, alguns torturados, outros exilados etc. No entanto, ao chegar ao poder esqueceram tudo. Conseguiram ser piores do que os políticos “tradicionais” que tanto criticaram, bem como, muito piores do que os governos militares que tanto combateram. Fico imaginando depois desse período com a substituição dos atuais dirigentes pelos “renanzinhos”, “sarneyzinhos”, “caiadinhos” e outros como ficará o país. Meu amigo Jorge, assim como Lulu Santos foi o “Último Romântico”, você é um forte candidato a ser o “Último Otimista”.

  4. jorge disse:

    Caro Adilson,
    Gostei dessa: “Último Otimista.”

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