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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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EDUCAÇÃO E GREVE. ENTRE A RETÓRICA, A HIPOCRISIA E…

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.  No Brasil, todos os políticos, em nível federal, estadual ou municipal, no Executivo ou Legislativo; todas as autoridades do Judiciário, em nível federal ou estadual; todos os grandes empresários, jornalistas, acadêmicos e os cidadãos em geral são unânimes em afirmar publicamente: “A saída é a Educação”. Mas vai que alguém proponha modelo de escolas públicas de tempo integral, com bibliotecas, áreas para a prática de esportes e atividades culturais, que o mundo vem abaixo. “Utopia!”; “Não há recursos!”, muitos deles dirão. E vai que alguém se insurja contra o fato de os professores ganharem miséria em relação a outras categorias públicas com a mesma formação. “São muitos!”, alegarão. E vai que alguém se insurja contra os malabarismos neoliberais, em nome do “meritocracismo” empresarial, para canalizar recursos da Educação para cofres privados. Aí, só com polícia…

 

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8 comenários to “EDUCAÇÃO E GREVE. ENTRE A RETÓRICA, A HIPOCRISIA E…”

  1. Marcelo disse:

    Professor Jorge, Bom dia!

    Um Vídeo mostra um Policial recebendo voz de prisão, diz a notícia. Mas por que será que não aparecem vídeos dando voz de prisão quando se vê alguém assaltando, traficando, perturbando o sossego alheio, maltratando crianças e idosos, na omissão de socorro, quando vê um embriagado entrendo em um veículo, sabendo que este poderá matar pessoas inocentes no trânsito e tantos outros crimes cometidos no dia-a-dia?

    Mas vai que essa moda pega acredito que seria muito útil para o momento social difícil que vivemos. Resta saber se vai ter câmeras para filmar as tantas prisões que irão surgir.

    Eu pergunto ao professor seria recomendado que o cidadão comum praticasse a voz de prisão ao qual tem direito?

    Att,

    Marcelo

    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/10/video-mostra-pm-de-suposto-flagrante-forjado-recebendo-voz-de-prisao.html

  2. Adilson da Costa Azevedo disse:

    Caro Jorge,
    Na década de 60 do século passado, um húngaro de nome Peter Kelermen criou no Brasil o chamado “Carnê Fartura”. Era uma espécie de “corrente”, “pirâmede” ou outro nome em que se denomine esse tipo de “capitalização”. Após a extinção da “empresa” esse cidadão que ficou muito rico com o golpe, escreveu um livro denominado de “Brasil para Principiantes”. Nesse livro, ele ensina a fazer a leitura do Brasil. Por exemplo, quando sai a notícia de que “O ministro está prestigiado” leia-se: O ministro será demitido. Quando um líder de partido de apoio ao governo diz que: “O partido apoiará o presidente”, entenda-se: O partido votará contra o governo. Ele ensina a forma de “vencer” a burocracia do país, sobre o “jeitinho brasileiro” etc. Você tem razão sobre a harmonia dos discursos de todos os partidos, de todos os candidatos, de empresários, economistas, jornalistas e todos os “istas”, o povo etc. no que se refere a indicar que para resolver os problemas do país: “A saída é a educação”. E mais ainda, além da educação incluem em suas soluções os investimentos em saúde e segurança pública. Dessa forma, a leitura a ser feita quando você ler ou ouvir isso é a interpretação de Kellermen. “A saída é a educação” entenda “A educação de meus filhos”. “Vamos investir na Saúde” acrescente “de meus filhos”. Importante é a segurança pública: ” a minha”. Como disse o saudoso Millor Fernandes “No Brasil o otimista dorme com medo de acordar pessimista”.

  3. jorge disse:

    Caro Adilson,
    Só posso concordar.
    Jorge

  4. jorge disse:

    Caro Marcelo,
    Na mídia, importa o que é (ou parece) inusitado. Os jornalistas aprendem: um cachorro morder uma pessoa não é notícia; se acontecer o contrário, sim. Se não acontecer, inventa-se, ou aumenta-se.

  5. Lúcia Gonçalves Pereira disse:

    Desculpe-me tenho que compartilhar o que já é de domínio público ao menos para quem tenha o costume de LER. Em 2012, conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, cada um dos 230 mil professores estaduais faltou, em média, 27 dias – 21 por licença saúde e 6 dias pelas faltas abonadas a que têm direito. Não entraram na conta as três faltas possíveis de doação de sangue.
    Aqui no Rio de Janeiro, coronel, a coisa também é assim. Ou estou errada? Médicos das redes públicas estaduais e municipais também são useiros dos mesmos métodos. Sabe como fiquei sabendo desse verdadeiro crime? Minha empregada com sua filha sofriam com as faltas de professores em uma escola aqui em Copacabana onde sou domiciliada. Posso imaginar em Paciência, Oswaldo Cruz e Braz de Pina.
    Eu, e meu marido, fomos até a escola das nossas três filhas e, solicitamos um abatimento nas mensalidades da filha da nossa empregada. Ganhamos 50%. Ai, colocamos a menina que hoje aos 15 anos está no 1 º ano do ensino médio. Sei que ato mão me levará ao céu, entretanto, até quando a sociedade além de pagar por impostos mais altos do mundo devem tomar tais decisões que na verdade deveriam ser do PODER PÚBLICO?

  6. Lúcia Pinheiro Frores disse:

    Cabral, Garotinho, Lindbergh, Paes, Marcelo Freixo são todos farinha do mesmo saco coronel Jorge da Silva- Todos são farinha do mesmo saco coronel Jorge da Silva.
    Espero que o blogueiro seja um democrata colocando meu post democrático em seu blog.
    Acredito que o senhor não é dependente de elogios.
    Abraços

  7. jorge disse:

    Cara Lucia,
    Tudo bem. Só faltou dizer quem não é farinha do mesmo saco.

  8. jorge disse:

    Cara Lucia,
    A amiga tem toda razão. Também sempre me incomodei que muitos professores que dão aulas em escolas públicas e privadas prefiram colocar seus filhos em escola privadas, e que façam greve em escolas públicas, e não em escolas privadas. Mas não acho que seja culpa dos professores. O sistema é que precisa ser modificado.

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