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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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SOBRE MILITARIZAÇÃO / DESMILITARIZAÇÃO

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Há muita confusão entre o que seja militarização e desmilitarização. E entre militarismo e civilismo. Uma coisa é o modelo militar de organização, no qual se baseiam praticamente todas as polícias do mundo; e outra são as práticas militaristas da polícia, como se a segurança pública fosse uma guerra convencional ou de guerrilha, o que independe de a polícia ter estatuto civil ou militar.

Há forças policiais que possuem estatuto militar e não costumam atuar de forma militarista, como a Guarda Civil espanhola, os Carabineiros do Chile e a Gendarmeria francesa, e forças policias de estatuto civil cujas unidades de choque e especiais primam em atuar como se manifestantes fossem inimigos ou bandidos. Aliás, basta ver como atuam determinados segmentos das polícias de estatuto civil no Brasil. Em suma, é preciso desmilitarizar as práticas, o que pouco tem a ver com estatutos e nomenclaturas, e muito com formação e concepção governamental das políticas de segurança. Tudo sem contar o ethos militarista de importantes setores públicos e da sociedade civil…

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2 comenários to “SOBRE MILITARIZAÇÃO / DESMILITARIZAÇÃO”

  1. Adilson da Costa Azevedo disse:

    Caro Jorge,

    Você mostra com clareza a diferença entre modelo de organização e forma de atuação. O que as pessoas realmente desejam é modificar a forma de atuação da polícia militar. Nesse mister também ficou claro que não há diferença entre a conduta da polícia civil ou da polícia militar no “combate ao crime”. Não será a mudança de nome ou de organização que irá fazer a diferença. É preciso mudar a filosofia de emprego o que pode ser feito em qualquer forma de organização. Enquanto permanecer a idéia de “guerra ao crime”, “missão” e outras pertinentes nada mudará. Aquela é a mudança a ser feita. Sem ela, haverá diferença de nome ou de organização e tudo será inócuo.

  2. jorge disse:

    Adilson,
    É isso mesmo.

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