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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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DROGAS. CONVITE PARA SEMINÁRIO NO TJ-RJ

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Patrocinado pela Organização Não-Governamental Law Enforcement Against ProhibitionLEAP Brasil (Agentes da Lei contra a Proibição (http://www.leapbrasil.com.br)), em parceria com o Fórum Permanente de Direitos Humanos da Escola da Magistratura (EMERJ), o Fórum Permanente de Especialização e Atualização nas Áreas do Direito e do Processo Penal da (EMERJ) e o Instituto Carioca de Criminologia (ICC), será realizado no dia 4 de abril, com abertura às 09:00 h., o Seminário DROGAS: DOS PERIGOS DA PROIBIÇÃO À NECESSIDADE DA LEGALIZAÇÃO. Presença do ministro da Suprema Corte da Argentina Eugenio Raúl Zaffaroni. Local: TJ-RJ – Auditório Antônio Carlos Amorim – 4º andar.

Programação e inscrições:

https://www.facebook.com/LEAPBrasil   http://www.emerj.tjrj.jus.br/paginas/eventos/eventos2013/drogas dosperigosdaproibicao.ml

 

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6 comenários to “DROGAS. CONVITE PARA SEMINÁRIO NO TJ-RJ”

  1. Tereza Raquel Lottermann disse:

    Coronel Jorge da Silva,

    Os motivos que me leva ser favorável a liberação das drogas.
    Vide matéria da Folha de São Paulo;
    A Polícia Federal prendeu quatro policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) nesta quarta-feira, suspeitos de esquema de desvio de cocaína de traficantes colombianos e bolivianos em São Paulo. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, grande parte da droga era apreendida e repassada para quadrilhas do Estado. O esquema foi descoberto pela PF de Sorocaba que, em fevereiro, já havia prendido dois agentes do Denarc e outro policial com 300 kg de cocaína de alta qualidade. Segundo a delegada federal Erika Nogueira, os quatro agentes foram presos em imóveis de alto padrão na capital.
    A quadrilha formada por policiais, com a ajuda de um empresário de Sorocaba, atraía os traficantes internacionais com promessas de comprar lotes de cocaína acima de 200 kg, segundo as investigações. “Quando a droga chegava, eles diziam que eram policiais e davam voz de prisão. Depois, cobravam propina para liberar os chefes, prendiam os subordinados e ficavam com a maior parte da droga.

  2. jorge disse:

    Cara Tereza,
    É isso mesmo. Deixar uma questão social tão importante como a das drogas entregue ao sistema policial-penal é uma insensatez. Caminho seguro para a corrupção e a violência.

  3. Adilson da Costa Azevedo disse:

    Caro Jorge,

    Você tem razão. Esse atual modelo de repressão as drogas é insensato. A sociedade precisa de alternativa. No entanto, até agora não vi nenhum projeto para operacionalização da legalização. A questão não é simplista de liberar ou não liberar. O país de dimensões continentais com alguns bolsões de riqueza e muitos de pobreza, possivelmente terá politicas públicas diferentes. Somente a idéia de liberar sem explicar como, leva muitas pessoas(apesar de insatisfeitas com o modelo atual) a serem contra a liberação, principalmente, pelas imagens chocantes de usuários de crack divulgadas pela televisão, com medo de piorar o que está aí. Estarei no Seminário e espero ouvir como a liberação seria implementada.

  4. Lucia Villasboas de Castro disse:

    Professor Jorge,

    O maior produtor de ópio do mundo é o Afeganistão, com 5.500 toneladas/ano. O México tem o primeiro lugar na produção de maconha, com 21.500 toneladas/ano. Com relação à cocaína, os maiores produtores são Bolívia, Colômbia e Peru, produzindo um total de 174.500 toneladas de pasta de coca e 705 toneladas de cocaína pura. No caso da maconha, tem um dado da própria Polícia Federal brasileira que estima que um investimento de US$ 11 mil em uma plantação de maconha dá um lucro de US$ 350 mil. Não conheço nenhum negócio no mundo que chegue perto destes ganhos.Diante de tanta droga produzida, fica fácil entender porque a humanidade está passando pelos problemas atuais. Corrupção, crime organizado, destruição de todos os valores, degradação da espécie humana, tudo tem a ver com os altos índices de envolvimentos de policias em todo o Brasil .

  5. jorge disse:

    Cara Lúcia Villasboas,
    A esses números poderíamos acrescentar as centenas de milhares de mortes na chamada “guerra às drogas” em países da “periferia”, como o nosso. De que tem adiantado a proibição policial-penal?

  6. jorge disse:

    Há vários projetos na Câmara, e fora dela. Um deles levado ao presidente da Casa por um grupo do qual fiz parte. Não dá para ser UM projeto, e para isso é que serve o seminário. Na Câmara, há um projeto radical em sentido de mais e mais repressão policial-penal (com reais chances de ser aprovado). O objetivo da Leap, da qual sou vice-presidente no Brasil, advoga a legalização, sob controle e regulamentação do governo. O da CBDD (Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia), da qual também sou membro, propugna pela descriminalização do uso e da posse para uso próprio, seguido o modelo adotado por Portugal em 2001.
    Amigo, esse é um caminho longo. Há três ou quatro anos, um seminário como esse seria inconcebível. Daria inquérito por apologia ao tráfico etc. etc. E veja: vai ser realizado com a chancela da Emerj, dento do TJ. Não é pouca coisa.

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