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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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EFEITOS DA “INTERNAÇÃO NA MARRA”

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“INTERNAÇÃO NA MARRA”.  O título aparece na capa de O Dia de hoje, 20/02, referindo-se ao que o jornal chama de “guerra ao crack”, a qual consistiria nas ações de “acolhimento” e de “internação involuntária” de viciados.

Em texto publicado no blog no dia 24/01, adiante (DROGAS. “ACOLHIMENTO” EM SÃO PAULO E NO RIO), falei da armadilha em que o governador Alckmim se meteu, traído por uma retórica supostamente humanitária. E temi que as autoridades do Rio caíssem na mesma armadilha. Caíram, e dela será difícil sair. Transcrevo, a propósito, pequeno trecho daquela postagem: 

“Heureca! Bem, agora o governador se vê diante da obrigação de dar efetividade a um discurso com tintas humanitárias, usado com a clara intenção de justificar o recolhimento forçado dos viciados renitentes das cracolândias. Como os jornais de hoje divulgam, anuncia abordar o tema como questão social complexa, de saúde pública (e não policial), o que vai implicar dotar o Estado de São Paulo, e não somente a capital (e muito menos o centro), de clínicas de reabilitação, comunidades terapêuticas etc. para acolher, sem aspas, os usuários problemáticos de drogas psicoativas, ilegais ou legais. Afinal, é governador do Estado…”

Tanto em São Paulo, estado e cidade, quanto no Rio, estado e cidade, tratar a questão como de saúde pública implica mudanças radicais e vultosos investimentos. Seria essa realmente a ideia? No discurso, sim; na prática, tudo indica que não.

 

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