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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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(Cont…) A ÉTICA DO CONGRESSO E A ÉTICA DO POVO (NO BRASIL E ALHURES)

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(Nota prévia. Com um exemplo, esta postagem complementa a anterior, abaixo)

No Brasil. No julgamento da AP 470, houve um momento ao qual não se deu maior atenção. Discutia-se a decisão sobre a perda automática, ou não, do mandato dos deputados condenados. O ministro Lewandowski defendia que a decisão devesse ficar a cargo da Câmara, e o ministro Barbosa, que competia ao STF essa decisão. Veio à baila a jurisprudência norte-americana, segundo a qual a decisão competiria ao Legislativo. Barbosa contra-argumentou: “Na vida política dos Estados Unidos, essa discussão sequer chega a ocorrer, porque um parlamentar envolvido com crimes como estes que a gente acaba de julgar renuncia imediatamente. Ele não fica na Câmara a espera de uma proteção

Alhures. Na Revista Época (04/02/2013), lê-se:

“Parlamentar condenado à prisão renuncia. Em Brasília? Não, em Londres.O liberal-democrata Chris Huhne achou que um pequeno pecado, cometido dez anos atrás, seria esquecido. Não foi.”

O parlamentar foi processado porque, há dez anos, fraudou pontos na sua carteira de habilitação. O fato: em 2003, seu carro foi flagrado em alta velocidade, e ele convenceu sua mulher a assumir a culpa. Descoberta a fraude, tentou negá-la, mas diante das evidências, admitiu o “malfeito”. Ao anunciar publicamente sua renúncia, declarou: “Tendo assumido a responsabilidade por algo que aconteceu dez anos atrás, a única atitude apropriada para mim é renunciar ao meu assento no Parlamento.”

Em suma, trata-se de uma questão ética, mas de outra ética… Barbosa tinha razão, e tem.

 

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2 comenários to “(Cont…) A ÉTICA DO CONGRESSO E A ÉTICA DO POVO (NO BRASIL E ALHURES)”

  1. Cel Wilton disse:

    Caro amigo Jorge, a colocação do Ministro Joaquim deveria constar em todos os livros escolares a partir de agora. Não por tal conceito de ética existir nos EUA ou na Inglaterra, mas simplesmente por existir. E se existe em algum lugar, pode ser que para netos e/ou bisnetos ainda haja salvação.Abraço.

  2. jorge disse:

    Caro Wilton,
    O problema é quando o cinismo faz parte da ética política

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