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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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VIVA O ANO QUE PASSOU!

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A rigor, o ano de 2013 começou ontem, 2 de janeiro, depois de grandes comemorações mundo afora. Nada diferente dos outros anos. E o que finda, um velho tão jovem, é desprezado, como se o quiséssemos enterrar ou esquecer, independentemente de ele ter sido bom ou ruim para nós ou para o mundo. Tal fato talvez se deva ao apelo exercido por tudo que é novo (como se existisse tempo velho e tempo novo…) e a um desejo recôndito de que a benfazeja Era de Aquário, de paz, harmonia e fraternidade, avance para o nosso tempo. Daí, a cada 31 de dezembro, comportamo-nos como se estivéssemos prestes a entrar nessa era, pelo menos na imaginação, seguindo o conselho de John Lennon. Acontece que esquecer ou enterrar o ano que passou é fazer o mesmo com o que terminou antes dele. Daqui a um ano, em 31 de dezembro de 2013, repetir-se-ão as comemorações, com festas, vinho, música, alegria. Tudo para, a um só tempo, enterrar o ano que se vai e dar as boas vindas a 2014.

Mas será que 2012 não trouxe nada de bom, e de novo? É compreensível que queiramos esquecer as coisas ruins, que foram muitas. No entanto, cumpre reconhecer que o ano findo, apesar das dores, trouxe avanços. No caso do Brasil, tudo indica que o País caminha para se tornar uma república de fato, com o aperfeiçoamento das suas principais bases, a política e a justiça: tivemos a “Lei da Ficha Limpa”, de iniciativa popular, que baniu e ainda banirá da vida pública um bom número de “fichas sujas”; depois, pela primeira vez, um escândalo político acaba com personalidades poderosas condenadas a prisão pelo STF, diferentemente da certeza da impunidade expressada pelo sr. Delúbio Soares, que chegou a afirmar que as denúncias virariam “piada de salão”; tivemos também a ampliação geométrica das redes sociais e da imprensa investigativa. Foi em 2012 que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apertou o cerco a magistrados protagonistas de desvios de conduta, venda de sentenças ou com patrimônio incompatível com os seus ganhos, movimento moralizador que, ao que tudo indica, continuará em 2013, como promete o novo corregedor do CNJ, ministro Francisco Falcão (G1, do Globo, 28/12/2012), para quem, além do mais, eventos do Judiciário não podem ser patrocinados por entes privados, como tem ocorrido. E os juízes terão que residir nas suas comarcas e dar expediente todos os dias.

Bem, não é o melhor dos mundos, e ainda faltam séculos para que o sonho da influência de Aquário se manifeste. Mesmo porque, se essa era um dia vier, o mundo não precisará de políticos nem de juízes.

VIVA 2012!

 

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