- Jorge Da Silva - http://www.jorgedasilva.blog.br -

MAIS VIOLÊNCIA EM NITERÓI E …

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O GLOBO NITERÓI deste domingo, 8 abril, dedica amplo espaço (capa e página 6, e coluna do jornalista Gilson Monteiro, p. 8 )  à situação crítica da violência a que chegou a cidade de Niterói. Pela primeira vez, os moradores parecem ter abandonado a postura egoística de exigir segurança (polícia) para o seu bairro, a sua rua, a sua praia, sem se importarem com o bairro, a rua, a “praia” dos demais cidadãos. Nota-se agora o engajamento dos políticos e da sociedade civil (ONGs, empresariado, clubes de serviço, mídia etc.), clamando por providências para a cidade como um todo. As forças vivas da cidade de Niterói parecem ter concluído que se trata de um problema estrutural, que tem a ver com o descaso da elite política e empresarial da nova capital para com a antiga capital do Estado do Rio de Janeiro desde a fusão.

No boxe publicado na página 8, de título Êxodo policial, mostra-se que Niterói, depois da fusão dos Estados do Rio de Janeiro e Guanabara, foi deliberadamente menosprezada. Lê-se no referido boxe que

“Niterói perdeu 75% do efetivo operacional da Polícia Militar. Dos mais de 3.200 homens na década de 70, o número caiu para 800. Neste mesmo período, a população da cidade aumentou 50%, passando de 323.471 para 487.562 habitantes.”

E eu acrescento: quando da fusão, o efetivo somado das PPMM dos dois antigos estados não passava 26 mil integrantes. Hoje é de 40 mil. Ou seja, enquanto a população de Niterói e o efetivo da PM do estado aumentavam e aumentam, o efetivo policial de Niterói minguava, e míngua. Mais: os 800 PMs do efetivo atual incluem os 100 PMs anunciados como reforço esta semana.

Bem, Niterói é Niterói; não é o bairro de Ipanema nem o do Leblon; nem a Rocinha (700 PMs). Embora se deva reconhecer que o cobertor é curto, há que haver esforço para que o mesmo não seja monopolizado. Da leitura da coluna do jornalista Gilson Monteiro, fica importante lembrete: a secretaria de Segurança é ESTADUAL…