- Jorge Da Silva - http://www.jorgedasilva.blog.br -

(Cont…) CORRUPÇÃO. LUTANDO CONTRA “MALFEITOS” DE PMs

… E DE OUTROS SETORES 

                                                                                                                                                                                                “Ou se restaura a moralidade ou …” 

 

Em postagem de mesmo título, publicada há três dias (ver adiante), comentei a iniciativa da PMERJ de afixar cartazes nos quarteis com o objetivo, segundo o comandante-geral, de “mexer com os brios” dos PMs. Ali sugeri que a ideia dos cartazes fosse aproveitada por outros setores públicos, num mutirão nacional em torno do valor vergonha.

Chega-me ao conhecimento artigo de Augusto Nunes sobre o “escândalo do mensalão”, publicado em VEJA.com no dia

22/12/2011, sob o título: “O Supremo fica bem mais sensato com uma faca imaginária no pescoço”. Alguém perguntará: “O que tem uma coisa a ver com a outra?” Respondo: Tudo. Transcrevo um trecho:

Às nove e meia da noite de 28 de agosto de 2007, o ministro Ricardo Lewandowski chegou ao restaurante em Brasília ansioso por comentar com alguém de confiança a sessão do Supremo Tribunal Federal que tratara da denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre o escândalo do mensalão. Por ampla maioria, os juízes endossaram o parecer do relator Joaquim Barbosa e decidiram processar os 40 acusados de envolvimento na trama. Sem paciência para esperar o jantar, Lewandowski deixou a acompanhante na mesa, foi para o jardim na parte externa, sacou o celular do bolso do terno e, sem perceber que havia uma repórter da Folha por perto, ligou para um certo Marcelo. Como não parou de caminhar enquanto falava, a jornalista não ouviu tudo o que disse durante a conversa de 10 minutos. Mas qualquer das frases que anotou valia manchete.

“A tendência era amaciar para o Dirceu”, revelou de saída o ministro, que atribuiu o recuo dos colegas a pressões geradas pelo noticiário jornalístico. “A imprensa acuou o Supremo”, queixou-se. Mais algumas considerações e o melhor momento do palavrório: “Todo mundo votou com a faca no pescoço”.  Todo mundo menos ele: o risco de afrontar a opinião pública não lhe reduziu a disposição de amaciar para José Dirceu, acusado de “chefe da organização criminosa”. Só Lewandowski ─ contrariando o parecer de Joaquim Barbosa, a denúncia do procurador-geral e a catarata de evidências ─ discordou do enquadramento do ex-chefe da Casa Civil por formação de quadrilha. “Não ficou suficientemente comprovada  a acusação”, alegou. O mesmo pretexto animou-o a tentar resgatar também José Genoíno. Ninguém divergiu tantas vezes do voto de Joaquim Barbosa: 12. Foi até pouco, gabou-se na conversa com Marcelo: “Tenha certeza disso. Eu estava tinindo nos cascos”.