foto de Jorge Da Silva

Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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POLICIAIS TRAVESTIS (Cont…)

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A matéria contida no link abaixo complementa a da postagem anterior. Se interessar, é só clicar.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1017246-argentina-amplia-direitos-de-policiais-transexuais.shtml

 

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7 comenários to “POLICIAIS TRAVESTIS (Cont…)”

  1. Vera Lúcia Gomes de Castro e Silva disse:

    Discordo do post do Sr. Monerat,
    Na verdade, todos os Post estão estampados com mensagens subliminares.
    Só que, a turma da “terceira via”, “os gueis”, estão por toda parte da sociedade, do generalato, as togas pretas do judiciário, no Ministério das Relações Exteriores e principalmente na grande mídia, nos quais, “gueis” já estão fora do armário. Ora, até no voto democrático eles podem dar suas cartas. Os que estão no armário e os que já estão… Sem comentários….
    Ser guerreiro, nunca foi na verdade ser másculo.
    Na Grécia antiga, as mulheres só serviam para reprodução… Prazer era exclusividade do macho… E só valia homem com homem mesmo… Era perfeitamente normal e aceitável a homossexualidade.
    Muitas sociedades consideravam a homossexualidade como algo “normal”. O exemplo mais conhecido é a Grécia antiga. O amor entre os homens era idealizado na arte e na poesia grega. A mitologia grega está cheia de histórias de amor de gays e lésbicas. Na sociedade grega um homem que se apaixonasse e tivesse relações sexuais com outro homem era visto como sendo perfeitamente normal.
    A história de Adonis e Narciso, por exemplo, fala de um deus caindo na luxúria e perseguindo belos jovens. O culto a Adonis tinha templos e festivais dedicados a celebrar e promover relações gays… um sucesso!!!!!!!!
    Isso não deve levar-nos a crer que a sociedade grega era um paraíso sem opressão. Era uma sociedade baseada na escravidão, na qual a maioria da população era composta de escravos. Escravos não tinham nenhum direito – escravos fortões para trabalhos pesados, escravos passivos (ou efeminados) para trabalhos domésticos, e assim por diante.
    No Japão feudal – os samurais – tinha idéias semelhantes às dos espartanos, refletidas em poemas e histórias de amor gay da época.
    Na religião judaica, encontramos a historinha de Jonatas e Davi completamente apagados das sinagogas e dos diversos segmentos protestantes e evangélicos.
    O amor entre pessoas do mesmo sexo é um aspecto comum da sexualidade humana. O que precisa ser explicado: É porque algumas sociedades o oprimem.
    *Doutora em Neurociências pela Universidade de São Paulo (2003).
    Professora titular do Massachussets Institute · of Technology (MIT), Boston, EUA.

  2. Luiz Monnerat disse:

    Também discordo da mensagem da Sra. Vera Lúcia Gomes de Castro e Silva, acrescida do asterisco: Doutora em Neurociências pela Universidade de São Paulo (2003). Professora titular do Massachussets Institute of Technology (MIT), Boston, EUA.
    Estou dando trato às bolas para conseguir entender a mensagem da doutora, inclusive o fato de fazer questão de ostentar seu pedigree (no sentido figurado!) no final, não sabendo a razão disso, e me sinto tentado, para dar continuidade ao papo, a falar coisas também sem nexo algum. Por exemplo, aposto que a doutora aproximou-se da neurociência pela via fácil da psicologia e é ativista de carteirinha da causa gay, uma participante fundamentalista da causa. Pois, a maneira de tentar organizar os argumentos é bastante identificada com a escrita freudiana, ou seja, propositalmente confusa e que não leva a nada. Quanto ao ativismo demonstrado há as aberrantes afirmações a respeito dos costumes helênicos, naturalmente sustentadas em folhas de almanaques, as quais se alongam até alcançarem o Japão feudal e a religião judaica no que ela afirma ser a ‘historinha’ de Jonatas e Davi (sic). Termina a mensagem com dois períodos ininteligíveis, pelo menos na língua pátria.
    Bem explicado, queríamos apenas com a nossa intervenção acrescentar alguma coisa à matéria em discussão, gerada em acontecimento na Argentina e reverberada na imprensa nacional e colocada em discussão pelo nosso Jorge da Silva, M.A.; Phd; advogado; antropólogo; professor; policiólogo; cientista político;… o qual na sua simplicidade parece tentar indagar coisas: por exemplo, como ficaria a questão de um travesti na função de policial ostensivo ? E, outras questões práticas. Isso é que tentamos colocar na maneira como enxergamos as implicações que no futuro vão exigir posicionamento vário, das instituições policiais, dos governos, da sociedade, etc. Thank you. Luiz Monnerat

  3. Luiz Monnerat disse:

    Prezado mestre e doutor Jorge da Silva,
    Desculpe-nos o fato de estar parecendo, neste comentário, desviar do propósito do tema colocado em discussão, o qual diz respeito aos nossos irmãos transexuais, gays, travestis, ou em outras situações, e a função policial ostensiva se exercida por eles. De fato, o tema é candente e merece debate intenso pela sociedade.
    Entretanto, temos que nos referir novamente ao comentário postado pela senhora que se diz Doutora em Neurociências pela Universidade de São Paulo – USP (2003) e Professora Titular do Massachusetts Institute of Technology – MIT, Boston, EUA.
    Ora, duvidando, em razão do texto, da qualificação que poderia ser uma mera demonstração de estrelismo, principalmente pelo uso do asterisco, tudo somado ao fato simplório de ter grafado de forma errônea a palavra Massachusetts no nome do instituto, do qual se diz professora titular, fomos consultar a Plataforma Lattes, na qual nada consta do nome, nem pelo menos parecido, bem como na base italiana DA VINCI, onde também nada consta. Em seguida fomos ao site da USP, na Biblioteca de dados de Pós-Graduados, onde também não consta o nome e nem qualquer tese de doutorado na área de neurociências de autoria do nome pesquisado. Por fim, fomos ao site do MIT e nem precisa dizer que nada achamos.
    Talvez, também, não devêssemos nos admirar tanto com esta ocorrência numa terra onde até a primeira mandatária já usou desse expediente de ‘ser’ doutora, mesmo sem doutorado!
    Penso que não é preciso acrescentar nada mais, apenas o cuidado com que devemos manejar esta excelente ferramenta que o avanço da tecnologia nos proporcionou a qual, infelizmente, também é brandida por idiotas.
    Desta forma, para não contaminarmos o debate, sugeriria que o mestre retirasse do blog os meus comentários e o da dita doutora***, aqui, sim, com um bem aplicado asterônimo!
    Abraços, Luiz Monnerat.

  4. jorge disse:

    Caro Monnerat,
    Posso retirar os seus comentários, se assim o amigo realmente desejar. Mas não me sinto à vontade para fazê-lo em relação aos comentários da Dra. Vera Lúcia. Precisaria que ela me pedisse ou autorizasse a isso. Então retiraria os comentários dos dois. Se ela não concordar ou não se manifestar, retiraria apenas os seus. OK?

  5. Luiz Monnerat disse:

    Prezado mestre,
    qualquer medida do moderador me deixará satisfeito. O propósito foi, e é, o de não se permitir que coisas sérias sejam tratadas de brincadeira (‘vertere seria laudo’), como a doutora*** tentou no seu manifesto proselitista. Entretanto, seria bom, como o mestre sugere, que se aguardasse um pouco para ver se existe manifestação de Masssasschutsss!
    Um grande abraço, Luiz Monnerat.

  6. paulo roberto disse:

    Me parece que o debate entre o senhor Luiz Monnerat e a senhora Vera Lúcia está um pouco deslocado da questão principal. O que se discute não é a existência de policiais militares homossexuais – o que me parece fora de discussão – nem sua aceitação na PM – o que é mais fora de discussão ainda – mas, o que se questiona é a possibilidade de indivíduos do sexo masculino se vestirem com roupas do sexo feminino no exercício da função. Note-se que esse tema nada tem a ver com sexualidade do indivíduo, com suas práticas e suas preferências, fora do exercício de sua função.
    Quanto a retirada dos comentários, peço licença para discordar do senhor Monnerat. Como espectador da discussão, acho que não é necessário apagá-los, pois o debate foi respeitoso e saudável. É sempre bom trocar idéias e conhecer pontos de vista diferentes dos nossos (ainda que não se concorde com eles!)

    Abraço Professor Jorge
    Parabéns pelo espaço de diálogo e debate

    Paulo Roberto

    Ps: Caro Coronel Emir, agradeço por ter me nomeado “professor”, acho um título invejável, mas ainda não cheguei lá! Forte Abraço, Paulo Roberto

  7. Luiz Monnerat disse:

    Senhor Paulo Roberto,
    V.Sa. está tirando tudo o que interessa da discussão pela maneira simplista como reduz o debate. Não quero apontar incongruências de seu comentário, pois nisso é que não se resume o caso. Não estamos falando só de homens que se vestem como mulher, mas de mulher que também se vestem como homens, e muito mais do que isso. Estamos falando de costumes, de cultura, de religião, de sexo, de família, de legislação, de procedimentos policiais, etc. Fico pasmo verificando que V.Sa. considera que “ESSE TEMA NADA TEM A VER COM A SEXUALIDADE DO INDIVÍDUO, COM SUAS PRÁTICAS E SUAS PREFERÊNCIAS, FORA DO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO”. Parece, então, que o senhor nada leu sobre a matéria em debate, pois é sobre isso o que aqui se discute, especialmente no que tange ao reflexo, se houver, na ação de policiamento ostensivo.
    Entretanto, não era bem isso que desejava comentar. Desejava realçar o silêncio da doutora Vera Lúcia, a quem agora, mais do que nunca, imagino ser alguém travestido de outra pessoa, ou seja 01, a doutora não é doutora, Vera Lúcia não é Vera Lúcia, ou seja 02, é muito difícil discutir essa matéria pois uma parte interessada está sempre se camuflando, se travestindo, a ponto de não se saber com quem se debate. C.Q.D.
    Luiz Monnerat

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