foto de Jorge Da Silva

Jorge Da Silva √© cientista pol√≠tico. Doutor em Ci√™ncias Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecn√≥logo em Seguran√ßa P√ļblica (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alem√£o, no Rio, serviu antes √† PM, corpora√ß√£o em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi tamb√©m secret√°rio de Estado de Direitos Humanos/RJ. √Č vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibi√ß√£o)).

Ver perfil

Os conteúdos dos textos deste Blog podem ser usados livremente. Pedimos, no caso, que sejam consignados os devidos créditos, com a citação do autor e da fonte.

 



 

 

POLICIAIS TRAVESTIS. IDENTIDADE DE GÊNERO NA ARGENTINA E NO BRASIL

13 Comentários, deixe o seu

.

A atividade policial sempre foi considerada ‚Äúm√°scula‚Äô. Novos tempos. Em pauta, a identidade de g√™nero. Na Argentina, projeto do governo autoriza policiais travestis a usarem uniformes de policiais femininas, como noticia o ESTAD√ÉO.COM¬†deste 1¬ļ dez 2011.¬†No Rio (GLOBO.COM¬†de 16 de maio deste ano), o governador do Estado, durante o lan√ßamento da campanha Rio Sem Homofobia, teria autorizado policiais e bombeiros a participarem da Parada Gay, uniformizados. A mat√©ria do ESTAD√ÉO¬†reacende a pol√™mica. Remeto o leitor a ela. O governo argentino parece estar mais ousado do que o do Rio de Janeiro. Se interessar, siga o link abaixo e emita a sua opini√£o.

http://br.noticias.yahoo.com/travestis-policiais-ter%C3%A3o-uniforme-feminino-argentina-195500010.html

13 Comentários, deixe o seu   |    Imprimir este post Imprimir este post    |   


13 comenários to “POLICIAIS TRAVESTIS. IDENTIDADE DE G√äNERO NA ARGENTINA E NO BRASIL”

  1. Emir Larangeira disse:

    Prezado mestre e amigo

    Boa oportunidade para a turma da “terceira via” sair do arm√°rio, embora nos quart√©is, at√© onde e quando pude perceber, os gueis n√£o s√£o tratados preconceituosamente e muito menos s√£o discriminados pelos heterossexuais. Andam fora do arm√°rio numa boa. Que assim seja feito! Que libere geral para p√īr fim √† hipocrisia! Ali√°s, e para n√£o deixar d√ļvida de que sempre busquei observar o detalhe, h√° um cap√≠tulo no meu romance “O Espi√£o” que aborda o pol√™mico tema. Vide texto completo no meu site (www.emirlarangeira.com.br). Desculpe-me pelo “comercial”!…

  2. paulo roberto disse:

    Tema altamente delicado. Me parece que √© necess√°rio fazer uma distin√ß√£o entre agentes transsexuais (ou seja, aqueles que por meio cir√ļrgico efetivamente trocaram de sexo) e agentes que atuariam simplesmente vestidos como outro g√™nero. No caso dos primeiros, sendo a mudan√ßa radical, total e definitiva – incluindo at√© outros aspectos da vida do indiv√≠duo – entendo que a utiliza√ß√£o de uniforme femininos seria coerente com sua atual condi√ß√£o. No entanto, no que aos “travestis” vejo dois problemas: 1¬ļ) a identifica√ß√£o do policial no exerc√≠cio de suas fun√ß√Ķes, j√° que poderia vestir-se ora como homem, ora como mulher; e 2¬ļ) a rea√ß√£o do p√ļblico. Sem d√ļvida, a pol√≠cia tem um componente simb√≥lico muito forte e a atividade policial, sobretudo fardada e ostensiva, conta com a dissuas√£o como elemento de sua atua√ß√£o. Em nosso atual est√°gio de desenvolvimento cultural, de libera√ß√£o dos costumes, talvez a pr√≥pria comunidade n√£o esteja preparada para isso, o que poderia prejudicar a atividade policial.
    De todo modo, é um tema que merece profunda reflexão.

    Forte Abraço, Professor

    Paulo Roberto

  3. jorge disse:

    Caro Paulo,
    Apesar de na mat√©ria da Folha ser utilizado o termo transexual, parece evidente, considerada tamb√©m a mat√©ria do Estad√£o, que n√£o se trata de pessoas que tenham passado por interven√ß√£o cir√ļrgica. Talvez problema de tradu√ß√£o do espanhol.

  4. jorge disse:

    Faço o comercial. O romance é ótimo.

  5. Licia Souza disse:

    Prof. Jorge da Silva:
    Concordo com o Sr. Emir Larangeira. Qualquer iniciativa que vise “exterminar” com a hipocrisia vivenciada na sociedade ser√° bem-vinda.

  6. Emir Larangeira disse:

    O professor Paulo Roberto está coberto de razão. Afinal, e para início de conversa, a sociedade brasileira em geral é preconceituosa, e não apenas em relação ao homossexualismo.

  7. jorge disse:

    Cara Lícia,
    √Č isso. O importante √© respeitar as diferen√ßas. O contr√°rio √© intoler√Ęncia, que gera viol√™ncia e outros males.

  8. Emir Larangeira disse:

    Quem sabe na pr√≥xima Parada Guei, j√° incentivados pelo estusiasmado governante, pelo menos um grupinho de PMs assumidamente gueis pudessem comparecer fardados de mulher praticando o policiamento ostensivo, como se tudo n√£o passasse de representa√ß√£o teatral?… Entretanto, como Nelson Motta disse hoje no seu artigo, reportando-se ao escritor Julio Cortazar (“a fic√ß√£o √© a hist√≥ria secreta das sociedades”). Portanto…

  9. Adilson da Costa Azevedo disse:

    Caro Jorge,

    Para ser implementada essa mudança a identificação deve ser realizada desde o recrutamento. A identidade do policial com essa opção constaria o seu retrato com a transformação, o nome oficial e o nome de opção em letras maiores. Para os que estão incluidos e manifestarem o desejo de ter o mesmo tratamento, seriam reidentificados no mesmo padrão com a nova personalidade. Creio que assim seria viável após o ajustamento legislativo.

  10. Luiz Monnerat disse:

    Pelo andar da carruagem a coisa deve se complicar cada vez mais e duvido que algu√©m possa fazer qualquer progn√≥stico a respeito da resultante produzida. Se o neg√≥cio do uso de banheiros j√° vira problema, imagine-se o problema de acomoda√ß√£o de quadros… PM Fem, PM Mas, PM Gay… PM Trans…PM Trav… Para o quadro feminino existe uma cota, para os homossexuais tamb√©m haveria? A fun√ß√£o policial ainda permanecer√° durante muito tempo com a caracteriza√ß√£o de m√°scula e como seria a acomoda√ß√£o dessa gente que em grande parte gosta de exteriorizar comportamentos bizarros ? Ou ser√° que as tais passeatas gays n√£o s√£o um mostru√°rio da forma como se enxergam e agem? Penso que esse p√ļblico j√° encontrou o seu nicho profissional, onde de fato pontifica, ou melhor, nichos e in√ļmeros deles, como core√≥grafos, costureiros, estilistas, cabelereiros, diplomatas, designers e tantos outros. Mas, pol√≠cia, de fato, n√£o seria a praia deles. Isto n√£o quer dizer que n√£o mere√ßam o meu respeito. Pelo contr√°rio, respeito e muito, considerando-os pessoas especiais, mas n√£o feitas para enfrentarem as agruras e circunst√Ęncias de guerras, combates ou de policiamento.
    Abs. Luiz Monnerat

  11. jorge disse:

    Caro Adilson,
    Acho que as coisas são muito mais complicadas. Não tenho ideia formada a respeito da sua sugestão. Mas me parece merecedora de consideração.

  12. José Carlos B. Braga disse:

    ——————————————————————————–
    Em 07/12/2011 22:41, Jorge Da Silva escreveu:

    Car@ amig@,

    Hoje, no intervalo (almoço) de importante evento no Rio, em que se discutiam assuntos relacionados à segurança e à relação da polícia com a sociedade,
    perguntei aos comensais com quem compartilhava o almoço (uns seis) o que achavam das notícias sobre os policiais travestis, publicadas dias antes.
    Ninguém tinha tomado conhecimento. Estranhei, pois o assunto é polêmico. Como penso que se trata de assunto que merece reflexão daqueles que estudam a segurança
    e, em especial, a polícia e os policiais, remeto @ amig@ ao blog, onde tinha feito um comentário a respeito e postado os links das referidas matérias.

    http://www.jorgedasilva.blog.br/
    Abraço,
    Jorge

    Caro Jorge,
    estranho como num evento dessa natureza tal notícia não fosse do conhecimento geral, exatamente por ser um assunto polêmico, como muito bem afirmou você! Coisas dos nossos estudiosos, especialistas e tal.

    Não preciso dizer-lhe da minha posição. Os muitos anos de convivência e os inevitáveis Рe saudáveis, entendo eu Рchoques e entrechoques de opinião, dentro do mais absoluto respeito, fizeram com que nos conhecêssemos muito bem e a sabermos o que esperar um do outro.

    Entretanto, fiel √† minha natureza, sem qualquer tom de pilh√©ria e com o perd√£o para o que possa parecer um trocadilho, pergunto: identidade de g√™nero…ou de degenerado?

    Sds,
    José Carlos.

  13. Renato Esteves disse:

    O discurso politicamente correto n√£o √© atestado de verdade. Ali√°s, verdade √© como a ci√™ncia, muda a cada vento…
    Sou contra a PMs em eventos Gays, bem como em eventos Evang√©licos, Cat√≥licos, Pol√≠ticos e etc… Dever√≠amos ser proibidos de participar desse tipo de manifesta√ß√£o usando farda, por for√ßa de lei. Fardado, represento uma Institui√ß√£o, n√£o essa ou aquela religi√£o, grupo sexual ou coisa do tipo. Nossa miss√£o √© seguran√ßa p√ļblica.
    Quanto a capacita√ß√£o dessas pessoas para o pronto emprego na atividade policial militar, temos o concurso p√ļblico de sele√ß√£o de pessoal. O que √© que vale na PM? N√£o √© o que est√° escrito? Se na identidade estiver escrito mulher, ent√£o o tratamento √© de mulher. Se homem, homem. Pronto.
    Agora, travesti, com identidade de homem, usando farda feminina e querendo entrar no banheiro feminino é uma falta de respeito com as nossas mulheres. O que o indivíduo faz na sua vida privada, não interessa a ninguém, dentro do quartel, temos normas de convivência.
    Contudo, se o transexual, apresenta identidade de mulher, o tratamento é outro e o uso do vestiário feminino é inevitável.

Envie o comentário


0/Limite de 1800 caracteres

Add video comment