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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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SOBRE O SEQUESTRO DO ÔNIBUS NO RIO E A REAÇÃO DA POLÍCIA

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Uma vez mais se evidencia, no caso do sequestro do ônibus por bandidos no último dia 9 e das avaliações que se seguiram, o velho problema da diferença entre culpa e responsabilidade. PMs atiraram no ônibus para, alegadamente, furar os pneus, tendo ferido passageiros que estavam no interior do coletivo. O próprio comando da PM reconheceu que, apesar de os bandidos terem sido finalmente presos, houve falhas na ação. Para não me repetir (já abordei esse ponto em três “posts” anteriores), remeto o leitor para pequeno artigo sobre o tema, em que associo o problema ao que chamo de ‘pedagogia da violência policial:

http://www.jorgedasilva.com.br/artigo/42/controle-da-policia-e-%E2%80%9Caccountability%E2%80%9D:–entre-culpados-e-responsaveis.-ou-a-pedagogia-da-violencia-policial/

 

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2 comenários to “SOBRE O SEQUESTRO DO ÔNIBUS NO RIO E A REAÇÃO DA POLÍCIA”

  1. Adilson da Costa Azevedo disse:

    Caro Jorge,

    A sua análise sobre o controle da polícia é irretocável. A pedagogia da violência foi consolidada com as gratificações de “ato de bravura”, permanecendo até a presente data quando policiais recebem salários duas ou duas vezes e meia a mais que seus pares em virtude de serem aquinhoados com essas gratificações. A gratificação acabou mas a cultura de confronto ficou. Certa vez quando eu te acompanhava em uma entrevista para a televisão, um jornalista que estava comigo fora do vídeo criticou uma ação da polícia nesse estilo que tinha ocorrido naquela semana. Na ocasião, concordando com ele disse que realmente a mão de obra de país de terceiro mundo é deficiente e na polícia não era diferente. Citei a quantidade de erros de engenharia que derrubam predios e pontes, o grande número de erros médicos que matam pessoas etc. e encerrei a lista com a jornalista da entrevista que não conhecia o assunto, motivo para o seu convite para falar nessa ocasião. Concluo que para contribuir para o aperfeiçoamento das intervenções policiais o caminho é a qualificação desses policiais, no preparo para a intervenção técnica, bem como a sua preparação psicológica feita pelos bons profissionais do ramo. Precisamos diminuir os erros, pois os acertos (maioria absoluta) pouco ou nada se comentam.

  2. jorge disse:

    Caro Adilson,
    Você tem razão. Temos um sério problema na formação dos profissionais no Brasil, em praticamente todos os setores. Mas não me peça para falar das exceções.

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