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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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ABDIAS DO NASCIMENTO E A MATANÇA DE NEGROS NO BRASIL

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Transcrevo abaixo, sem comentários, matéria publicada na revista Carta Capital em homenagem a Abdias do Nascimento, no momento da morte desse grande nacionalista brasileiro.

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CartaCapital

1º de junho de 2011

A despedida de um símbolo

LUTO | Abdias do Nascimento não realizou o sonho de ver um presidente negro

UM ANO ATRÁS, na que deve ter sido uma de suas últimas entrevistas, Abdias do Nascimento, à maneira de Martin Luther King, declarou: “Eu tenho um sonho: ainda quero ver o negro mandando neste país. Não é nenhuma coisa exorbitante, nada demais querer isso, porque o negro tem direito a isso, direito de ocupar qualquer posto, qualquer cargo na política, na administração pública, no ensino. Meu sonho é ver o negro nos postos de direção do País. E vou ver! Acho que ainda vou ver isso vivo”.

Não deu tempo. Aos 97 anos, Abdias faleceu no Rio, na terça-feira 25, vitimado por uma pneumonia. Considerado um símbolo do movimento negro no País, ex-senador e ex-deputado federal, estava internado desde abril e seu coração não resistiu à doença. Parceiro de Leonel Brizola na fundação do PDT, Nascimento também teve papel importante no teatro. Em 1944, criou o Teatro Experimental do Negro, que revelou muitos atores negros, como Ruth de Souza e Milton Gonçalves. Publicou mais de 20 livros.

Em 1995, ao lançar seu livro de pinturas Orixás, os Deuses Vivos da África, soou exagerado ao dizer que “no Brasil se mata negro como se mata cão”. O Mapa da Violência divulgado em fevereiro lhe deu razão: de cada três assassinados no País, dois têm pele preta. ●

Certeiro. “No Brasil, se mata negro como se mata cão“, dizia o ex-senador.

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