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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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“ATIRA PRIMEIRO E PERGUNTA DEPOIS…” (II)

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ERREI

Escrevi o “post” anterior (sobre o episódio em que policiais vitimaram o juiz e seus filhos) no dia 7. Afirmei ali que os policiais aprendem a realizar abordagens nas academias e escolas de polícia e que, portanto, a tragédia não decorria de mero despreparo, como era a conclusão da maioria das pessoas. Errei. Oriundo que sou da polícia, como poderia imaginar que os dois policiais, como alegam, jamais tivessem recebido instrução sobre como abordar veículos numa “blitz”? E que pelo menos um deles só tenha dois meses na polícia? Se forem verdadeiras essas alegações, trata-se de um fato extremamente grave.

Bem, os dois estão presos, sob a acusação de tentativa de homicídio. Lamentável, ademais da tragédia, é que só os da ponta da linha sejam responsabilizados. E a responsabilidade institucional? E a responsabilidade de quem decidiu que os dois PMs estavam “prontos” (devidamente formados e treinados para o serviço policial)? E a responsabilidade de quem planejou a operação? E o que vão dizer quando acontecer de novo?

 

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2 comenários to ““ATIRA PRIMEIRO E PERGUNTA DEPOIS…” (II)”

  1. Matha levy Salomão Ayub disse:

    A Polícia do Rio de Janeiro é uma das que mais mata no mundo.
    Todavia, segundo pesquisas recentes, a polícia fluminense é que mais mata no Brasil (e no mundo), recordando que nos últimos 8 anos o estado era governado por aliados neolulistas (Rosinha Garotinho e depois Sérgio Cabral que foi reeleito), inclusive o modelo de UPP’s é defendido por Dilma e a política de segurança pública do estado do Rio de Janeiro é citada como exemplo de apoio do governo federal.
    De acordo com a entidade de direitos humanos Human Rigths Watch, só em 2009 temos o seguinte quadro de assassinados pela polícia:
    Rio de Janeiro: 1537
    São Paulo: 597
    África do Sul: 568
    Estados Unidos: 471
    Papa Charlie e PAPA MIKE são vítimas tal qual suas presas que são abatidas todos os dias.
    Praças, cabos, sargentos, investigadores e inspetores são meros fantoches da política de segregação indisfarçável do PODER CENTRAL, referendado por um PODER JUDICIÁRIO arcaico.
    Os TIRAS foram presos, certamente expulsos tal qual PMS que lotam o BEP.
    Os mandantes? Os Delegados? Os Coronéis? Ou o próprio sistema?
    Esse é simplesmente só mais um caso nesse nosso pais afora. A diferença é que o Dr. Marcelo Alexandrino é um JUIZ. Agora, o “cidadão comum” todos os dias passa por humilhação, torturas, tapas no rosto, e ainda com as mentiras desses agentes públicos imbuídos de poder além do que lei lhes confere. É assim…

    Nada vai mudar…

  2. jorge disse:

    Cara Sra. Marta,
    Escrevo esses “posts” porque acredito que as coisas podem mudar. Concordo com as suas afirmações. Aliás, estão mais ou menos na linha do que escrevi. A sua indignação pode também servir para que as coisas mudem.

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