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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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CORRUPÇÃO II. PMs E A FALÁCIA PARALISANTE DAS “MAÇÃS PODRES”

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UM ALERTA

Neste domingo, 1º de agosto, em função do episódio em que dois PMs são acusados de corrupção, o jornal O Globo trouxe interessante matéria que, de certa forma, mostra que a teoria das “maçãs podres” é uma falácia.    

No “post” anterior, de mesmo título, chamei a atenção para o fato de que a indignação da população com o comportamento dos policiais-militares no episódio era mais do que justificável. Como admitir que agentes públicos, com mandato do Estado para lutar contra o crime, sejam, ao contrário, seus protagonistas? Mas chamei a atenção também para o fato de que a teoria das “maçãs podres” tem servido muito mais de válvula de escape para salvar a pele das autoridades e expiar culpas.   

O fato. Um jovem é morto atropelado num túnel interditado à circulação de veículos. PMs são acusados de corrupção. O pai do atropelador revela que deu 1 mil reais, dos 10 mil que teriam sido pedidos por eles. O pai e um outro filho levam o carro do atropelador, em plena madrugada, para que fosse lanternado às pressas em uma oficina de Quintino, com o claro objetivo de destruir as provas e garantir a impunidade do atropelador. 

Os PMs são presos. A execração pública dos mesmos é compartilhada pelas autoridades. Porém a execração se estende à instituição PM, com o que, implicitamente, o jornal afirma que não se trata de “maçãs podres”, e sim de um problema organizacional. No noticiário, curiosamente, saem de foco o atropelador que matou o jovem e seu pai.

Resolvi escrever este “post” para evitar que as pessoas se confundam. Os PMs são acusados de corrupção passiva, e não de terem matado o jovem skatista no túnel…

          

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Um One comentário to “CORRUPÇÃO II. PMs E A FALÁCIA PARALISANTE DAS “MAÇÃS PODRES””

  1. Eron disse:

    A corrupção é um dos problemas mais graves enfrentados pelas autoridades, entrento me pergunto: O que as mesmas têm feito para proporcionar a solução deste quadro?
    Justificar a falência do estado em cima dos erros dos policiais é fácil. Assumir de fato uma postura para que problemas como estes não aconteçam oferecendo condições dignas de trabalho é difícil. Reflexo disto, repetição de incidentes como estes e população descrente do papel do policial.
    A respeito atropeladores nunca mais ouvi falar…

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