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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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COPA DO MUNDO NA ÁFRICA. HITLER NÃO GANHOU A GUERRA

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Copa do Mundo no país autoproclamado “The Rainbow Nation” (Nação Arco-Íris). Povos de todas as partes do Planeta, de diferentes cores, origens e culturas, reúnem-se num espetáculo humano maravilhoso, assistido ao vivo por quase dois bilhões de almas. Dentro de cada país, a seleção nacional aglutina os patrícios em torno do mesmo objetivo, independentemente de diferenças de qualquer natureza: vencer. Mais importante do que isto: a Copa aglutina nações e povos, independentemente de ideologias e regimes políticos, numa eloqüente vitória da civilização.

Domingo, 13 de junho. A equipe alemã vence a da Austrália por 4 a 0. Bom para os germânicos. O jogador alemão Claudemir Jerônimo Barretto, o Cacau (negro nascido num país não-europeu, o Brasil) marca o gol que sela a goleada. Bom para o mundo. Hitler deve estar contorcendo-se todo nas trevas, da mesma forma que muitos dos seus “filhos” contorcem-se em vida. O “führer” morreu convencido da superioridade mental, física e moral dos “brancos arianos”, e tudo fez para preservar a sua (deles) pureza. E pensar que não faz tanto tempo que a barbárie quase venceu a civilização!

 Para não esquecer!…

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2 comenários to “COPA DO MUNDO NA ÁFRICA. HITLER NÃO GANHOU A GUERRA”

  1. Denise Neumann Lins disse:

    Coronel Jorge da Silva,
    O Genocídio hoje aqui no Brasil, continua governado por stalinistas.
    A polícia que mais executa é a do nosso Brasil. A esquerda stalinista não fala absolutamente nada. Na primeira fila dos mortos (executados) estão jovens negros.
    O Stalinismo está instalado no Brasil com cara de democracia, e teremos dois canditados com tais características.
    Seria melhor abrir temas ou que se estudem e pratiquem com ações afirmativas do grande genocídio brasileiro. Já sei Coronel, isto não rende votos. Sei ao certo que, no último vagão do ultimo trem estão os NEGRINHOS DO BRASIL.
    Stalin, não era contra o nazismo. Viu-se na obrigação de guerrear com a Alemanha quando Hitler traiu o “Pacto Ribbentrop-Molotov” (de não-agressão), assinado em 1939. Ribbentrop e Molotov eram os ministros do exterior, respectivamente, da Alemanha e URSS. Mas aí os nazistas resolvem pisar na bola em 1941 e, SOMENTE APÓS ISSO, Stalin vai pras cabeças.
    Mas stalinismo e hitlerismo, em termos “administrativos”, nunca foram muito diferentes. Em termos de vítima, é verdade, Hitler perde, pois Stalin matou cerca de 20 milhões com sua ditadura.
    Antes mesmo da Segunda Guerra Mundial, Stalin foi responsável pelo episódio denominado Holodomor, a “fome genocídio”, que assolou a Ucrânia e parte do Cazaquistão. As vítimas chegaram a quase Três milhões de pessoas. O método consistia basicamente em cortar o abastecimento de comida desses países. Uma crueldade talvez sem precedentes na história do mundo. Enfim, é preciso (como de fato ocorre) livros e livros para relatar tudo que foi feito de abominável pelo ditador em comento.
    Mas, por incrível que pareça, muita gente ainda aceita que alguém se considere stalinista, sente-se à mesa e debata “de igual para igual”. Uma farsa, uma tremenda mentira, aqui nessas plagas nada mudou desde o descobrimento, passando pelas capitanias hereditárias, a guerra (genocida) do Paraguai, até a presente data. Simplesmente lamentável.

    SALVE O BRASIL STALINISTA!

  2. jorge disse:

    Cara Denise,

    Também questiono o simplismo das discussões em termos da dicotomia “direita – esquerda”. Trata-se, a meu ver, de uma fórmula política da conveniência dos “de cima”, para os quais o que importa mais é o poder (mantê-lo ou tomá-lo), e menos os problemas concretos vividos por pessoas de carne e osso do povão. Se as idéias de Gaetano Mosca e Vilfredo Pareto sobre a “circulação das elites” ainda forem válidas, seria imprescindível incluir nas discussões a fórmula “em cima – em baixo”. Observaremos que, quando se trata de certas questões, como, por exemplo, matança na periferia, discriminação racial, ação afirmativa e cotas, reúnem-se “em cima“ (independentemente da matiz ideológica) tanto os tidos por “de direita” quanto os autodeclarados “de esquerda”. E cerram fileiras…

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