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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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ENQUETE: A “DESFUSÃO”, NA PRÁTICA

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DIAS ATRÁS, 10/02, O BLOG PUBLICOU UM “POST” (VER ADIANTE) SOBRE O PROCESSO DE “DESFUSÃO” QUE, NA PRÁTICA, VEM-SE OBSERVANDO ENTRE NÓS, DO QUE É EVIDÊNCIA A DESPROPORCIONAL CONCENTRAÇÃO DE RECURSOS, SERVIÇOS E PESSOAL NA ATUAL CAPITAL DO ESTADO (EM PARTICULAR NA ZONA SUL), EM DETRIMENTO DO RESTANTE DA CIDADE E DAS DEMAIS CIDADES DO ANTIGO ESTADO DO RIO. É COMO SE ESTIVESSEM REALMENTE PREPARANDO O CAMINHO PARA A DESFUSÃO       

 

ENQUETE: EM CASO DE UMA EVENTUAL DESFUSÃO, A QUEM A MESMA FAVORECERIA?

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12 comenários to “ENQUETE: A “DESFUSÃO”, NA PRÁTICA”

  1. Caro Coronel e professor Jorge, disse:

    Caro Coronel e professor Jorge

    DESFUSÃO? FUSÃO! Etc. etc.
    Pouco importa a mim o referido tema.
    Sou Médica Mastologista, carioquíssima da Rua Conde de Agrolongo- Penha – RJ
    Meu primário, admissão, ginásio foram no Colégio Meira Lima. O Científico no Colégio Estadual Tereza Cristina- Brás de Pina-
    Com sacrifício fiz um ano do Colégio Colégio Bahiense. Consegui ser aprovada para a Faculdade de Medicina da UFRJ.
    Já em 1988 formada, resolvi fazer concurso para a Prefeitura do estado de São Paulo onde trabalho até hoje.
    Pós, mestrado, doutorado todos na USP. Eu morando na Praça da Arvore- Distante da USP.
    O Senhor tem idéia do salário de um professor adjunto da USP? Não? O Salário de uma mastologista na PESP?
    Pois bem, sou uma professora revoltada! Garotinho, Cabral, Gabeira etc Não levam meu santo voto- Obs: ainda voto na Cidade do Rio de Janeiro. “ todos são farinha do mesmo saco”.
    Sabe qual o motivo?
    Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.
    Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
    Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um “aspone” ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.
    PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE, NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA, ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.

    OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.
    JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS. PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS. Ou não?

    Seria diferente aqui no estado?
    Um abraço
    Adoro vcs sociólogos, antropólogos,etc. ok rsrsr Nada contra!

    Kátia Lisboa Bueno de Carvalho

  2. Cara Dra Kátia,
    Concordo plenamente com a senhora. Tanto que já escrevi tres “posts” neste blog sob título Caixa-Preta Salarial, em que aplaudo a iniciativa da prefeitura de São Paulo de divulgar, no Diário Oficial, os salários de todos os servidores e bem assim os valores dos contratos das empresas com a prefeitura. Ali dei como exemplo o descaso com três categorias: com o pessoal da saúde, da educação e da seguraça (setores tidos como essenciais, porém só nos discursos dos políticos).
    Se for de seu interesse, é só entrar em “Busca” e digitar a palavra Salarial (ou caixa-preta) que a senhora encontrará os posts a que me refiro.

    Também sou oriundo da Leopoldina. De Ramos/Olaria (Grota/Vila Cruzeiro). Só não tenho certeza de que, hoje em dia, quem nasceu em Olaria ou Penha (e continua morando lá…) é considerado “carioquíssimo/a” por quem mora na Zona Sul.
    Abraço,

  3. Paulo Roberto disse:

    Ficando o Rio com as fronteiras da antiga Guanabara, eu acho que o antigo Estado do Rio poderia se beneficiar bastante com as novas fontes de arrecadação que hoje existem. Mas ia ser engraçado ver essa gente que só governa pra zona sul e adjacências abrir mão dos royalties do petróleo! Essa eu queria ver…

  4. Fui e continuo sendo contra a fusão do RJ com a GB. Primeiro porque foi uma brutalidade ditatorial; segundo porque é inegável a discriminação dos cariocas aos fluminenses. Mas hoje os fluminenses sairiam beneficiados com a desfusão, desde que formalizada, em especial por conta do petróleo, que é dos fluminenses. Como está, a desfusão tem efeito inverso e perverso: a Capital é sanguessuga do antigo RJ. Os recursos estão cada vez mais concentrados no Rio de Janeiro (Capital). É tão descarada a discriminação que o o próprio governante divulga suas obras (poucas) como do “Governo do Rio de Janeiro” e não do “Estado do Rio de Janeiro”. Parece que só existe Rio de Janeiro no espaço da antiga Guanabara e o resto é resto. Não vivenciamos a desfusão na prática, mas, sim, a exploração dos recursos do antigo RJ pela Capital. Lembra o tempo do Brasil Colônia… Desfusão já e cada um por si! Porque a desfusão existe na prática, mas em prejuízo somente dos fluminenses…

  5. Kátia Lisboa Bueno de Carvalho disse:

    Hahahahaha A “carapuça não foi para minha cabeça”

    Sou moradora da Zona Sul da capital do Estado de São Paulo.
    Pasmem: 2.038.638 de habitantes, R$ 868,55 a renda média por habitante.
    Por essa e por outras que eu acho voces sociólogos, antropólogos, geógrafos, policiólogos, etc. Lindinhos e venenosos rsrsrsr. Não aceitam serem contrariados.
    Um dia vou morar na ZS- Prefiro ser vizinha do Ubaldo, Buarque, Nélida, Jaguar, e outros anônimos. Emergentes da Barra da Tijuca e Recreio-
    Estou fora…
    Faltam 7 longos anos para meu sonho. Se a previdência permitir e a providência divina não falhar.
    Abraços e saudações suburbanas.

    Kátia Lisboa Bueno de Carvalho

  6. Cara Dra Kátia,
    Agora não entendi mais nada.
    “Carioquíssima” da Conde de Agrolongo, Penha (conheço o local, pois ali era o posto de saúde de da minha infância)? Ora, por que o seu sonho não é voltar para lá?
    Tenho grande respeito e admiração pelos médicos e pelas médicas, sobretudo por continuarem a servir à população, a despeito do descaso das autoridades com profissão tão nobre. Só não entendo a forma preconceituosa como a Sra. desqualifica profissões diferentes da sua. Também não entendi: na lista de seus vizinhos preferidos no futuro não citou nenhum médico. Freud, que era médico, talvez explique.
    Abraço,
    Jorge

  7. Luiz Monnerat disse:

    Prezado Mestre,
    a Dra. Kátia não deve ter entendido o comentário. Naturalmente, se ela se der ao trabalho de ler novamente a sua colocação, daqui a pouco apresentará excusas. Interessante, sem nenhuma conotação com a manifestação da Dra. Kátia, mas com referência ao debate da desfusão, considero a maior dificuldade que se apresenta na discussão é justamente a falta de lógica, de coerência e de organização da proposição e argumentos, o que, infelizmente, há de se debitar ao abandono total do estudo da filosofia no período de formação do 2º grau. Depois fica todo mundo babando com o ‘perfeccionismo’ dos alemães, dos ingleses… e acaba assim: só no Brasil nos deparamos com pós-doutorados que não sabem expor idéia alguma e que não conseguem digerir uma simples proposição! Fica, então, caro mestre, a não ser utilizando-se um processo dialético, com paciência socrática redobrada, muito difícil discutir-se qualquer coisa neste país. Lembro isso, apenas, para me ajudar a dizer que não recomendaria a discussão desse tema por duas razões: a primeira, pelo que expus e, a segunda, por achar que a grande maioria é bem jovem e o tema não diz nada para ela. Assim como a fusão foi obra do período ditatorial, também o foi a ponte Rio-Niterói. Nem por isso devemos derrubar a ponte e nem desfazer a fusão. Além do mais, no caso da desfusão, estaríamos discutindo algo na contramão do momento histórico vivido, em que as nações se unem, como a União Européia, o Mercosul, etc., e as empresas se fundem buscando o seu fortalecimento com o objetivo claro de alongar a sobrevivência de TODOS. Amém. Abs. Monnerat

  8. Caro Monnerat,
    Você tem razão. Temos que caminhar para a frente. Acho, no entanto, que não leu o “post” em que abordei o tema da “desfusão” (10 fev.). Na verdade, reajo a uma prática governamental antiga, que se acentuou desde que o Rio foi escolhido como sede das Olimpíadas, prática essa que reflete o ideal do movimento “Autonomia Carioca”, lançado há cinco anos (com site e tudo). Tal movimento, divisionista, conta com a adesão de importantes setores empresariais e acadêmicos, e com forte apoio midiático. Meu ponto não é esse (fusão ou “desfusão”), e sim a desejável integração do Estado como um todo, em benefício de todos os cariocas e fluminenses. Usei o tema como um ardil, a fim de chamar a atenção para o fato de que os recursos arrecadados no Estado (nos dois antigos estados…) têm sido concentrados, de forma desproporcional e notória, na capital (em especial na Zona Sul). Além dos recursos – e só para dar um exemplo – cito os efetivos da Polícia Militar e da Polícia Civil. Que tal fazermos as contas? Ora, a polícia é ESTADUAL…
    Quanto à Dra. Kátia, acho que ela ainda guarda a lembrança dos tempos de sua infância e adolescência na Penha. Ela continua a pensar-se “carioquíssima”, embora seu sonho é voltar de São Paulo e morar no Leblon. Nada contra. Há uns 15 anos, eu também pensava que era carioquíssimo, por ter nascido e sido criado em Olaria e Ramos (Grota, Alemão e Vila Cruzeiro). Hoje, tenho minhas dúvidas.
    Caro Monnerat, você reclamou do abandono do estudo da filosofia entre nós, e isso é um fato. E eu acrescentaria, da sociologia. Só não consigo entender a analogia que você faz entre a ponte e a “desfusão”. Concordo com a idéia, mas acho que o amigo incorreu numa falácia da “falsa analogia”.
    Abraço,

  9. Kátia Lisboa Bueno de Carvalho disse:

    Coronel e professor Jorge da Silva

    Coloquei em seu blog, meu descontentamento “diga-se até exacerbado” contra a nossa política nacional, estadual e municipal.
    Bem sei ao certo que Vossa senhoria foi do time “primeiro escalão do Ex- Governador Garotinho”- nada de errado no fato.
    Entretanto, como eleitora da 11ª Zonal “PENHA” da Cidade do Rio de Janeiro, estou céptica em relação à política.
    E ainda, em relação ao Rio de Janeiro, não vejo em quem votar ok?
    Aos 40 anos, vou votar NULO! Entendeu?
    Sou tão suburbana quanto o senhor- IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE de coração, flamenguista de corpo e alma.
    Não sou caroquíssima de visão elitista como Gabeira, nem provinciano como Garotinho, nem a fanfarronice populista do Cabral.
    Sou uma servidora pública (PT) da vida com minha carreira profissional e meus salários.
    Após anos de labuta nas bibliotecas para ser hoje uma Profissional na área de medicina.
    O senhor esta satisfeito com seu salário de educador na UERJ?
    Eu NÂO!
    Obs.: Eu tenho meu pequeno sonho rsrsrsr Quero residir no Baixo Leblon – Posso? Rsrsr

    Sem ressentimentos!

    Um beijo ok rsrsr

  10. Agora concordo em gênero, número e grau.
    Abraço

  11. Luiz Monnerat disse:

    Caro Mestre Jorge,
    já havia lido o seu ‘post’ da ‘desfusão’. A concordância com os seus termos foi total. A minha manifestação última é consequência dos rumos que estavam tomando os pronunciamentos, incluindo aí o da Dra. Kátia, a mastologista de S.Paulo. O paralelo da ponte com a fusão diz respeito ao argumento áureo, utilizado pelos separatistas, que apela para o que consideram como defeito originário do processo: ato ditatorial do regime vigente à época. Ora, a falta de consulta necessariamente não leva à negação da eficiência e/ou eficácia de uma medida tomada. Foi o caso da decisão sobre a construção da ponte, como foi o caso, também, da decisão da fusão. Inegavelmente, foram decisões inteligentes e oportunas, apesar de ‘arbitrárias’ desde a gestação delas. Daí, a idéia do apoio da construção da ponte como reforço da EFETIVIDADE da fusão, tão efetiva que o conceito de ‘desfusão’ soa, pelo menos para mim, como um despropósito. Desculpe o não me ter feito entendido. Abs. Monnerat

  12. Caro Monnerat,

    É isso aí. Na verdade, penso como você. Voltar atrás seria um contra-senso, embora não esteja seguro, como o amigo parece estar, de que a fusão só trouxe vantagens aos dois antigos estados. Meu ponto é que, agora, os dois deveriam ser apenas UM, de fato, o que, a meu juízo, não aconteceu. Ora, ademais da fusão formal, ou seja, das estruturas políticas e burocráticas, era necessário, e é, investir na integração social e econômica das duas antigas sociedades, objetivo que implicaria ao menos duas precondições: primeira, a determinação do poder público da capital de voltar a atenção para os problemas e necessidades dos cidadãos e comunidades de todo o território da “nova” Unidade Federativa; e segunda, a decisão de tornar mais racional e equânime a distribuição dos recursos arrecadados. Caso contrário, tudo fica na dependência das benesses do governante da vez, seja do Estado seja da União, e do tamanho dos pires dos pedintes sem voz da periferia.

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