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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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TIJUCA NÃO É LAGOA. O RIO DE JANEIRO É A AP2.1

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No “post” anterior, abaixo, reiterei a preocupação com a desintegração social do Rio de Janeiro, a qual, a meu ver, vem sendo aprofundada por medidas que, em função das Olimpíadas, têm favorecido, de forma quase que exclusiva, a AP2.1 (Zona Sul) e a Barra. Agora, mais uma gritante evidência desse fato, testemunhada, ou melhor, vivida por este “blogueiro” e alguns colegas da Uerj. Em menos de uma semana, pegamos duas enchentes em frente à Universidade. Após não mais que meia hora de forte chuva, as ruas já estavam inundadas, transformadas em verdadeiros rios. Bueiros entupidos, água dentro das lojas, bares e restaurantes; pessoas com a água e dejetos pelas canelas (caso deste “carioca” do Alemão e de Niterói…); carros enguiçados. Tudo parado, e nada de escoamento, com as pessoas ilhadas. No restaurante em que procuramos nos abrigar, a indignação era geral com o descaso da prefeitura em relação a um problema para o qual a comunidade da Tijuca, Maracanã e adjacências vem pedindo solução há tempos. No dia seguinte ao segundo alagamento, 26 de janeiro, a prefeitura se manifesta, como nos dá conta matéria do Yahoo: “Prefeitura anuncia obra para combater alagamentos na Lagoa“. Conferir o link da matéria:

http://br.noticias.yahoo.com/s/26012010/83/prefeitura-anuncia-obra-combater-alagamentos-na.html

É preciso repartir o bolo de forma mais equânime…

Obs. Se for de interesse, ver “post” abaixo e os “links” ali indicados de outros “posts” sobre o descaso com os problemas da “periferia”.

 

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7 comenários to “TIJUCA NÃO É LAGOA. O RIO DE JANEIRO É A AP2.1”

  1. Eron disse:

    É verdade, é necessário que os investimentos na cidade não fiquem limitados apenas em uma região da cidade e sim que haja a distribuição das obras por pacelas iguais em todas as regiões do estado.

  2. jose antunes disse:

    Em janeiro de 2010, fui surpreendido 2 vezes em uma semana ao sair do trabalho com uma parte da Rua 28 de setembro totalmente alagada. Parecia mais um rio com uma forte correnteza bem em frente ao Hospital Universitário Pedro Ernesto.
    No Largo da Segunda Feira e na Rua Hadoock Lobo o transito parado com águas até os joelhos mães carregavam seu filhos temendo o pior. Cair em um bueiro.
    Bem na porta do Estádio Mário Filho carros foram arrastados com as forças das águas.
    “Um rio passou no RIO que passou e, está passando em minha vida”.
    Gostaria que o nosso alcaide visitasse ou mandasse um dos seus sub prefeitos para que , com os seus olhos vejam o estado de abandono e descaso que se encontram os moradores da Tijuca, Grajaú, Andaraí e Vila Isabel.

    Eduardo: Rogai por nós.

  3. Fatima Cristina disse:

    Os moradores de outros bairros do Rio tambem sentem os efeitos da chuva, pracas ficam alagadas e ruas intransitaveis e o lixo espalhado. As obras prometidas pelo governo abrangem somente os bairros d

  4. Paulo Roberto disse:

    Alegrem-se, afinal, agora somos 1º mundo: temos Olímpiada e Copa!!

  5. É isso, caro Paulo. Ótimo que a Copa e as Olimpíadas sejam no Brasil (a Copa) e no Rio (as Olimpíadas). O que não se compreende é que as autoridades (e setores elitistas do Rio de Janeiro) tenham resolvido que a Cidade (e o Brasil) sejam a Zona Sul do Município do Rio de Janeiro. Como não se tocam?!…

  6. Paulo Roberto disse:

    Professor, será que não tem a ver com o fato de que a “opinião pública” – ou seja, aquelas pessoas de maior poder aquisitivo e maior influência política – mora majoritariamente na Zona Sul? Acho que isso remete a uma questão que já li no livro do senhor e já ouvi em suas aulas que é – mais ou menos – a diferença entre “opinião pública”, que seria o senso comum dentro de uma determinada comunidade; e “opinião publicada”, que nada mais é que a opinião de setores determinados com acesso a mídia e outras instâncias de poder?? O senhor tem falado muito sobre isso…

  7. Patricia Acioli disse:

    Oi pessoal, bom encontrá-los aqui com o nosso professor. è verdade Paulinho, agora somos primeiro mundo, temos Olimpíada, Copa e você esqueceu a Policia Pacificadora!!!! Viram como foi exemplar a reportagem de primeira página do Globo vendendo a nova imagem do Dona Marta? Abraços a todos. Patricia Acioli

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