foto de Jorge Da Silva

Jorge Da Silva. Nascido e criado no hoje chamado Complexo de Favelas do Alemão, no Rio, entrou para a PM aos 17 anos, tendo atingido o último posto, o de coronel, aos 43. Atualmente é professor da UERJ.
Ver perfil completo

Os conteúdos dos textos deste Blog podem ser usados livremente. Pedimos, no caso, que sejam consignados os devidos créditos, com a citação do autor e da fonte.

 



 

 

CONSUL DO HAITI, BÓRIS CASOY, RICÚPERO E A CÂMERA INDISCRETA

3 Comentários, deixe o seu

.

 

Em “post” do dia 2 de janeiro, abaixo (“Bóris Casoy, os Garis e o Efeito Ricúpero”), fiz um alerta àqueles a quem chamei de “elitistas enrustidos”. O alerta agora vai além, ou seja, para os “elitistas-racistas enrustidos”. É que ontem, dia 14 de janeiro, o cônsul do Haiti em São Paulo, sem saber que as câmeras da TV já estavam ligadas, foi acometido da mesma incontinência verbal de Bóris e Ricúpero. Deixou escapar o seu verdadeiro sentimento sobre o país e o povo que representa. Achou que era simplesmente um comentário privado, em “off”, com alguém que imaginava ser um dos seus. Clique, veja e conclua.       

 

http://www.youtube.com/watch?v=8GOCjk4L7S0&feature=player_embedded

3 Comentários, deixe o seu   |    Imprimir este post Imprimir este post    |    Enviar para um amigo Enviar para um amigo


3 comenários to “CONSUL DO HAITI, BÓRIS CASOY, RICÚPERO E A CÂMERA INDISCRETA”

  1. Paulo Roberto disse:

    “Todo o lugar que tem africano ‘tá f…”. Que comentariozinho cretino e infeliz do senhor Cônsul. Infelizmente, representa o que muitas pessoas – oscilando entre ignorância histórica e racismo – pensam intimamente. Esquecem-se que se o chamado Primeiro Mundo hoje é rico, é por que teve seu desenvolvimento baseado nas riquezas saqueadas de suas colônias na América Latina, na África, e na Ásia. Sem falar no capital acumulado com o comércio mais lucrativo de todos os tempos: o tráfico de escravos africanos. Assim, se africanos – e habitantes do Terceiro Mundo em geral – tem alguma maldição, esta é terem sido colonizados e “civilizados” por ladrões saqueadores, que deixaram atrás de si miséria, iniqüidade, e uma cultura de predação inteiramente adotada pelas elites locais. O Haiti pode ser um caso extremo, mas não foge a esta regra.

    Forte Abraço, Paulo Roberto

  2. Caro Paulo Roberto,
    O seu comentário não poderia ser mais preciso. Concordo plenamente.

  3. Diva Rosenthal disse:

    Senhor Coronel e professor Jorge da Silva;

    Não fiquei estática nem perplexa com as palavras do Cônsul do Haiti.
    O preconceito está nos corações e mentes das pessoas.
    Preconceito racial, social, intelectual e tantas outras manifestações.

    A ELITE pensa assim.

    Sabe, esse cônsul mora no Brasil desde 1975. Ele aprendeu bem a lição da ELITE BRASILEIRA.
    Essa mesma ELITE deve sentir dor, suor e medo diuturnamente de ter um ex-metalúrgico na presidência da República.
    As elites reacionárias e fascistas dos intelectuais são as mais nefastas em relação não só aos pretinhos, como também aos nortistas e nordestinos não letrados.

    Ou não?

    Espero que um dia, esse câncer que se alastrou desde o descobrimento do Brasil, passando pelas capitanias hereditárias, império e a república tupiniquim, que teve seu líder máximo o filho da elite, marechal Deodoro da Fonseca.
    O preconceito está dentro dessa evolução, na cultura, no regionalismo e no modus operandi.
    Estou mais para Carolina de Jesus que os intelectuais delirantes, tal qual o traste do Cônsul do Haiti.
    A meu ver. O único pecado foi ele ter não se policiado diante da mídia selvagem e suas gravações sensacionalistas.
    Estou farta de discursos farisaicos da intelectualidade brasileira…

    No mais, blá, blá, blá…

    Vou chamar o síndico!

Envie uma mensagem

Add video comment