- Jorge Da Silva - http://www.jorgedasilva.blog.br -

ALTA CORRUPÇÃO E A TEORIA DAS “MAÇÃS PODRES” (IV)

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Leio nos media que o deputado que foi filmado recebendo maços de dinheiro e os colocando nos bolsos e nas meias decidiu reassumir a presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal. É ele quem vai presidir a Casa durante a análise do pedido de impeachment do governador Arruda e a apuração de denúncias de corrupção contra ele e outros deputados. Idem durante os trabalhos da CPI da Corrupção. Uma das primeiras medidas do deputado-presidente foi proibir a entrada do público no prédio, alegando razões de segurança. Curioso que participarão das investigações até mesmo deputados envolvidos no escândalo e outros aliados do governador. Surrealismo puro…  A propósito, republico abaixo “post” sobre o tema em que falo de três tipos de reação à corrupção. Aí vai:

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ALTA CORRUPÇÃO E A TEORIA DAS “MAÇÃS PODRES” (III [1])

13 de dezembro de 2009

“COM A MÃO NA MASSA EM BRASÍLIA”

Este é o terceiro “post” que publico sobre a corrupção dos poderosos, com foco em fatos escabrosos acontecidos em Brasília. Neste, só quero chamar a atenção para um ponto, que tem a ver com a forma como os poderosos acusados de corrupção reagem em diferentes sociedades. Temos três tipos de reação: Em certos países, o poderoso flagrado em ato de corrupção se mata, com vergonha dos amigos, da família e da sociedade. Em outros, é considerado traidor do povo e da Nação, e é fuzilado. No Brasil, o poderoso pego com a mão na massa não se envergonha nem é considerado traidor do povo, e sim “maçã podre”, com o que todos os demais pares poderosos se salvam. Íntegros até um novo escândalo. Então, o acusado mostra-se, ele sim, indignado com a acusação, desafiando quem quer que seja a provar o provado. O corrupto é que fica indignado. Pergunto: por que é assim no Brasil?

Obs. Para ver os outros dois “posts” sobre o tema, é só clicar: 

http://www.jorgedasilva.blog.br/?p=85 [2] e http://www.jorgedasilva.blog.br/?p=79 [3].

Bem, por que no Brasil é assim? E o que se pode fazer para fugir à armadilha da teoria das “maçãs podres”?