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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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ENCOSTAS CARIOCAS E “ENCOSTAS” DE ANGRA-ILHA GRANDE

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Há trinta ou quarenta anos, uma das motivações para a remoção das favelas cariocas ainda era a sua feiúra, em contraste com a beleza da cidade. Daí as inúmeras remoções, procedidas desde o início da República. De uns tempos para cá, os reais motivos, entre eles a especulação imobiliária, cederam lugar a outra justificativa: os riscos que correriam os moradores de “áreas de risco”, razão pela qual seria necessário retirá-los dali e impedir que outros para ali fossem, o que se conseguiria com decretos, muros e cercas, ou seja, com a “lei e a ordem”. Enquanto isso, na Costa Verde, nas encostas e morros de Angra e Ilha Grande, na paradisíaca baía do mesmo nome, não haveria necessidade disso. Talvez o inverso, pois ali não haveria riscos…   

 

As chuvaradas do último fim de ano castigaram a capital, as favelas cariocas, a Baixada Fluminense e Angra-Ilha Grande. Mas, curiosamente, as tradicionais “áreas de risco” cariocas nada sofreram, pelo menos aparentemente. Mortes, mais de 70, ocorreram, em maioria, na Baixada e em Angra. Por que “lei e ordem” só num lugar? Por que “dez pesos (sic) e duas medidas?” No fundo, faz sentido… Alguém me convença do contrário. 

 

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