foto de Jorge Da Silva

Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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Arquivados em dezembro, 2016

“NÃO VOU PAGAR O PATO”

21 de dezembro, 2016    

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(NOTA PRÉVIA. Notam-se reações negativas ao fato de a Câmara não ter incluído no projeto de renegociação da divida dos estados algumas contrapartidas obrigatórias. O ministro da Fazenda declarou que o governo será rígido na renegociação. Republico, a propósito, postagem de 11 de dezembro).

QUEM VAI “PAGAR O PATO”?

Há um ano, no dia 1º de outubro de 2015, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, lançou a campanha “Não Vou Pagar o Pato” em frente ao Congresso Nacional. Com um imenso boneco inflável de um pato na cor amarela, e centenas de patinhos infláveis espalhados no lago do Congresso, conclamava a população (na primeira pessoa…) a aderir à campanha. Era uma reação à decisão do governo Dilma de recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Scaf foi taxativo: “Todos nós estamos a favor do ajuste fiscal, mas ele deve ser feito com redução de despesas e desperdícios e não através de aumento de impostos. Nós não vamos aceitar a recriação ou criação de aumento de impostos que vá pesar, ainda mais, no bolso do brasileiro“. A campanha contou também com anúncios na mídia, tendo conseguido a adesão de mais de um milhão de assinaturas ao manifesto contra a medida. Já os que defendiam a CPMF alegavam que se tratava de um imposto de incidência reduzida; que evitaria comprometer políticas sociais, e que era importante instrumento contra a sonegação de impostos e a evasão de divisas do país (o Brasil é um dos campeões mundiais de sonegação e de evasão). Voltou também à discussão a proposta de taxação das grandes fortunas, prevista na Constituição. Finalmente, em abril deste ano, semanas antes do afastamento provisório da então presidente, o jornal Estado de São Paulo publicava: “Temer descarta recriação da CPMF e aumento de impostos se assumir”. Hoje, tramitam no Congresso a PEC do teto dos gastos e a da reforma da Previdência. Sobrou para os patinhos.

11 de dezembro de 2016

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QUEM VAI “PAGAR O PATO”?

11 de dezembro, 2016    

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Há um ano, no dia 1º de outubro de 2015, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, lançou a campanha “Não Vou Pagar o Pato” em frente ao Congresso Nacional. Com um imenso boneco inflável de um pato na cor amarela, e centenas de patinhos infláveis espalhados no lago do Congresso, conclamava a população (na primeira pessoa) a aderir à campanha. Era uma reação à decisão do governo Dilma de recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Scaf foi taxativo: “Todos nós estamos a favor do ajuste fiscal, mas ele deve ser feito com redução de despesas e desperdícios e não através de aumento de impostos. Nós não vamos aceitar a recriação ou criação de aumento de impostos que vá pesar, ainda mais, no bolso do brasileiro“. A campanha contou também com anúncios na mídia, tendo conseguido a adesão de mais de um milhão de assinaturas ao manifesto contra a medida. Já os que defendiam a CPMF alegavam que se tratava de um imposto de incidência reduzida; que evitaria comprometer políticas sociais, e que era importante instrumento contra a sonegação de impostos e a evasão de divisas do país (o Brasil é um dos campeões mundiais de sonegação e de evasão). Voltou também à discussão a proposta de taxação das grandes fortunas, prevista na Constituição. Finalmente, em abril deste ano, semanas antes do afastamento provisório da então presidente, o jornal Estado de São Paulo publicava: “Temer descarta recriação da CPMF e aumento de impostos se assumir”. Hoje, tramitam no Congresso a PEC do teto dos gastos e a da reforma da Previdência. Sobrou para os patinhos.

 

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