foto de Jorge Da Silva

Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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Arquivados em março, 2016

FLA-FLU. LAVA JATO E CORRUPÇÃO SISTÊMICO-ESTRUTURAL

24 de março, 2016    

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Nos últimos meses, ademais do clamor pela punição dos políticos envolvidos em corrupção, tem-se falado muito na necessidade de união nacional. Porém a impressão passada é que se trata de uma espécie de Fla-Flu, com cada torcida empenhada na desqualificação do “time” adversário e na sua derrota. Daí, em vez de união, a divisão das torcidas só tem feito aumentar.

Eis que os jornais de hoje (24/02/2016) trazem notícia de um fato que ambos os “times” conheciam bem (os times, sim, mas nem tanto as torcidas). Só a Odebrecht teria ajudado centenas de políticos de 24 partidos. O jornal Folha de São Paulo fala em 316 políticos aquinhoados. Claro que nem todos receberam contribuição na base da propina, mas, ainda assim, é sintomática a generosidade da empresa. Seria por convicção política, ideológica ou religiosa? Pergunte-se: mesmo os políticos que não receberam a contribuição como propina, são inocentes? Não sabiam como funcionava o esquema? De onde vem tanto dinheiro para tanto altruísmo? É possível que, agora, as torcidas dos dois times entendam claramente por que muitos dos seus jogadores tanto se empenharam pelo financiamento empresarial de campanhas.

Os políticos falando em união, e o povo acreditando. Atroz ironia: só a corrupção conseguiu unir os dois times. E as torcidas?…

Só nos resta esperar que os Moros passem o rodo geral. Sem bodes…

 

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