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Jorge Da Silva √© cientista pol√≠tico. Doutor em Ci√™ncias Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecn√≥logo em Seguran√ßa P√ļblica (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alem√£o, no Rio, serviu antes √† PM, corpora√ß√£o em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi tamb√©m secret√°rio de Estado de Direitos Humanos/RJ. √Č vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibi√ß√£o)).

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Arquivados em outubro, 2015

LEVEI UM SOCO NO EST√ĒMAGO

28 de outubro, 2015    

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Ao ler no Globo, 28/10/2015 (ESC√āNDALOS EM S√ČRIE: ¬†CRIME SEM CASTIGO), que, em plena Lava Jato, h√° uma articula√ß√£o na C√Ęmara dos Deputados para incluir altera√ß√Ķes absurdas no projeto de repatria√ß√£o de recursos depositados no exterior, foi realmente como se tivesse levado um soco no est√īmago. L√™-se na mat√©ria, assinada por Martha Beck e Simone Iglesias, que o relator do projeto, deputado Manoel J√ļnior (PMDB-PB), ‚Äúincluiu na proposta recursos decorrentes de qualquer lavagem de dinheiro, caixa dois, descaminho, falsidade ideol√≥gica e at√© forma√ß√£o de quadrilha relacionada diretamente a esses crimes. Acrescentou ainda a anistia dos envolvidos. Esse benef√≠cio s√≥ n√£o valer√° para pessoas que tenham uma condena√ß√£o transitada em julgado (sem a possibilidade de recurso)‚ÄĚ.

Bem, mais claro do que isso, impossível. Sei não, mas acho que tem gente cutucando onça com vara curta.

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BALAN√áO DE 2013: ‚ÄúLE BR√ČSIL N‚ÄôEST PAS UN PAYS SERIEUX‚ÄĚ

13 de outubro, 2015    

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¬†(Nota pr√©via: Em virtude da continuidade de casos escabrosos de corrup√ß√£o, envolvendo pessoas dos altos escal√Ķes da Rep√ļblica, republico postagem de 24 de dezembro de 2013, v√©spera de Natal…)

√Č lenda que o presidente franc√™s Charles de Gaulle tenha falado o que dizem que falou, ou seja, que o Brasil n√£o √© um pa√≠s s√©rio (‚ÄúLe Br√©sil n‚Äôest pas un pays serieux‚ÄĚ). A frase n√£o teria sido proferida por ele, e sim por um brasileiro, representante diplom√°tico na Fran√ßa. Bem, se foi o brasileiro ou o franc√™s quem falou, n√£o faz diferen√ßa. Hoje em dia, ao ver um parlamentar preso na Papuda ser escoltado at√© o Congresso Nacional para votar em plen√°rio contra a pr√≥pria cassa√ß√£o e em seguida ser recolhido de novo √† pris√£o; outro, condenado pelo Supremo por corrup√ß√£o, inclusive a perder o mandato e os direitos pol√≠ticos, subir √† tribuna da C√Ęmara e, em discurso inflamado, desafiar o presidente do Supremo a provar o provado; outro, deputado milion√°rio, pedindo e conseguindo autoriza√ß√£o para, √†s expensas dos contribuintes, fazer¬†upgrade¬†da classe econ√īmica para a 1¬™ classe em voo a Nova Iorque, com a alega√ß√£o de problema na coluna; parlamentares requisitando jatos da For√ßa A√©rea para levar familiares a jogo de futebol no Maracan√£ ou para outros fins particular√≠ssimos, como tratar da calva; magistrados que, comprovadamente, tenham vendido senten√ßas e outras facilidades recebendo como puni√ß√£o aposentadoria com os vencimentos integrais;¬†autoridades e m√≠dia afirmando, em meio ao tiroteio, que a paz reina (mas sem esquecer seus coletes a prova de balas quando em ‚Äėcomunidades‚Äô que afirmam pacificadas), ainda quando reportam mortes por balas perdidas e os recorrentes ataques de traficantes a bases policiais nesses lugares; hoje, repito, diante de tudo isso e muito mais, n√£o importa saber quem √© o autor da c√©lebre frase. √Č triste, mas ela expressa a realidade em que vivemos. Riem de n√≥s no exterior.

Neste NATAL, roguemos ao Senhor que em 2014 não tenhamos tantos exemplos de falta de seriedade, para dizer o mínimo…

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