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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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Arquivados em dezembro, 2011

(Cont…) A ESTRANHA PRISÃO DO CORONEL DJALMA BELTRAMI

24 de dezembro, 2011    

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A discussão sobre a prisão do coronel Beltrami tem-se concentrado num aspecto técnico-jurídico de relevância duvidosa, ou seja, se havia ou não, nas escutas, elementos que justificassem o convencimento do delegado, e o do juiz para decretar a prisão. Ora, trata-se de uma questão subjetiva, não sendo esta a questão central. Imaginemos, no entanto, que o convencimento tivesse decorrido de provas materialmente cabais, cristalinas e irrefutáveis. O que deveriam fazer?

Não é o caso de trazer à discussão o fato de o RJ contar com uma organização administrativo-judiciária bem estruturada. Mas não custa perguntar o seguinte, já que se concluía que um comandante de batalhão PM, no exercício do comando, teria cometido um crime relacionado com a atividade policial-militar: E o papel do juiz auditor da Auditoria da Justiça Militar do RJ? E o do MP junto à Auditoria? E se, na escuta, aparecesse um oficial alegando que precisava de mais dinheiro para o “Zero 1” da PM? Pela lógica do delegado e do juiz de São Pedro D’Aldeia (…), seria o caso de concluir que o comandante-geral da PM deveria ser preso no seu gabinete, no Quartel-General da Rua Evaristo da Veiga, em paralelo à entrevista do investigador à TV?

São perguntas que acrescento às formuladas na postagem anterior, adiante, e que aqui repito:

1 – Por que, por mera suspeita, prender o coronel? Para quê?

2 – Por que prendê-lo na chegada ao batalhão que comandava, e não ao sair de casa, antes de ir para o quartel?

3 – Como foi que a mídia adivinhou que ele seria preso ao chegar ao quartel?

4 – A quem interessa a execração pública, por mera suspeita, de um comandante de batalhão da PM e da instituição Polícia Militar?

Bem, estas é que são as questões cruciais, e não ficar discutindo quem era o “Zero 1” e se o “Zero 1”, fosse quem fosse, sabia do que se passava. Mais: se os dados da investigação eram suficientes ou não. Ficar preso a essa pendenga é clara tentativa de desviar o foco do real problema.

Arremato: por que e para quê a entrevista do delegado à TV? Quem ganha com tudo isso? Resposta: os bandidos, de fora e de dentro.

PS. Só temo que o coronel Beltrami, com culpa ou sem culpa, tenha o mesmo fim do Cordeiro da fábula de La Fontaine.

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A ESTRANHA PRISÃO DO CORONEL DJALMA BELTRAMI

21 de dezembro, 2011    

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Qualquer policial recruta, civil ou militar, sabe que, na barganha com bandidos, os policiais corruptos quase sempre alegam, com o objetivo de aumentar o butim, que precisam levar a parte dos de cima. Na maioria dos casos, não é verdade, como já se comprovou em outras ocasiões. O tenente-coronel Djalma Beltrami foi acusado e preso porque, numa escuta telefônica, um dos policiais envolvidos pede aumento da propina para si, os colegas de equipe e para o “Zero 1”, insistindo, ante a incredulidade do bandido, que era intermediário daquele.

O delegado encarregado da apuração afirma à imprensa que a escuta é suficiente para incriminar o tenente-coronel; que ele não tem dúvida do seu envolvimento, porém não apresenta nada mais do que a referida escuta. Bem, não vou entrar no mérito, mas se o delegado não possui outros elementos, além dos que foram repassados à mídia por alguém (…); se baseou a sua convicção apenas na gravação, estamos diante, no mínimo, de uma precipitação, dele e de quem ordenou a prisão, o que, na hipótese, seria uma temeridade.

Independentemente de se discutir a culpa ou não do coronel Beltrami, no entanto, convido os leitores do blog a discutirem outros aspectos da questão:

1 РPor que, por mera suspeita, prender o coronel? Para qu̻?

2 РPor que prend̻-lo na chegada ao batalḥo que comandava, e ṇo ao sair de casa, antes de ir para o quartel?

3 – Como foi que a mídia adivinhou que ele seria preso ao chegar ao quartel?

4 – A quem interessa a execração pública, por mera suspeita, de um comandante de batalhão da PM e da instituição Polícia Militar?

Muito estranho…

 

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POLICIAIS TRAVESTIS (Cont…)

6 de dezembro, 2011    

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A matéria contida no link abaixo complementa a da postagem anterior. Se interessar, é só clicar.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1017246-argentina-amplia-direitos-de-policiais-transexuais.shtml

 

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POLICIAIS TRAVESTIS. IDENTIDADE DE GÊNERO NA ARGENTINA E NO BRASIL

3 de dezembro, 2011    

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A atividade policial sempre foi considerada “máscula’. Novos tempos. Em pauta, a identidade de gênero. Na Argentina, projeto do governo autoriza policiais travestis a usarem uniformes de policiais femininas, como noticia o ESTADÃO.COM deste 1º dez 2011. No Rio (GLOBO.COM de 16 de maio deste ano), o governador do Estado, durante o lançamento da campanha Rio Sem Homofobia, teria autorizado policiais e bombeiros a participarem da Parada Gay, uniformizados. A matéria do ESTADÃO reacende a polêmica. Remeto o leitor a ela. O governo argentino parece estar mais ousado do que o do Rio de Janeiro. Se interessar, siga o link abaixo e emita a sua opinião.

http://br.noticias.yahoo.com/travestis-policiais-ter%C3%A3o-uniforme-feminino-argentina-195500010.html

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