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Jorge Da Silva é cientista político. Doutor em Ciências Sociais pela UERJ e professor-adjunto / pesquisador-visitante da mesma universidade. Professor conteudista do Curso EAD de Tecnólogo em Segurança Pública (UFF - CEDERJ / CECIERJ). Criado no hoje chamado Complexo do Alemão, no Rio, serviu antes à PM, corporação em que exerceu o cargo de chefe do Estado-Maior Geral. Foi também secretário de Estado de Direitos Humanos/RJ. É vice-presidente da LEAP Brasil ('Law Enforcement Against Prohibition Brazil' (Agentes da Lei Contra a Proibição)).

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“TEM QUE MUDAR O GOVERNO PARA ESTANCAR ESSA SANGRIA”

20 de setembro de 2016     2 Comentários, deixe o seu

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(NOTA PRÉVIA. A propósito dos últimos acontecimentos, republico postagem de 3 de junho último)

 

A QUASE IMPLOSÃO DA LAVA-JATO E A MORALIDADE SELETIVA

O que mobilizou a opinião pública para apoiar o impeachment foi a indignação com os escândalos de corrupção, na conta dos governos do PT. Diante do clima de indignação geral, a oposição não quis esperar que surgisse fato ligando diretamente a presidente Dilma a atos corruptos, ainda que sob a teoria do “domínio do fato”. Não. Havia pressa em apear a presidente, o que fez com que se recorresse às chamadas “pedaladas fiscais” (aliás, que nada tinham a ver com o motivo da revolta da população). Concluiu a oposição que bastava o deputado Eduardo Cunha acolher o pedido de abertura do processo de impeachment. Seguiu-se a admissibilidade por parte do Senado.

Paralelamente, a caneta do juiz Sérgio Moro continuava a deitar tinta forte. Opositores do governo, que até aquele ponto imaginavam que a caneta do magistrado era partidária (tinha atingido principalmente figurões do PT), começaram a entrar em pânico, pois as “delações premiadas” de empreiteiros, doleiros, executivos de empresas estatais e políticos caídos em desgraça começaram a atingir cabeças coroadas de outros partidos. O que fazer? Eminente senador, um dos articuladores do impeachment, e que viria a ser nomeado ministro do Planejamento no governo interino, foi taxativo em gravação sem o seu conhecimento: “Tem que mudar o governo para estancar essa sangria” […] Um acordo para delimitar onde está.”Traduzindo: mudar o governo para implodir a Lava Jato e escantear o juiz Moro.

E o povo iludido na sua boa fé, achando que o impeachment era contra a corrupção, pela moralidade pública, por patriotismo. Mais triste ainda é ver pessoas sérias, mesmo diante desse enredo vergonhoso, minimizando-o como algo sem maior importância. Como se desonestidade fosse apenas roubar dinheiro. Ao povo, enfim, só resta uma alternativa: com ou sem impeachment, unir-se na luta contra qualquer tentativa de implodir a Lava Jato ou mudar a caneta de mão.

junho 3rd, 2016

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SOBRE FRASES NA DENÚNCIA CONTRA LULA

18 de setembro de 2016     6 Comentários, deixe o seu

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Corre nas redes sociais a frase: “Não temos provas, mas temos convicção”, atribuída a integrantes da força-tarefa da Lava Jato. Essa frase não foi articulada por nenhum deles. Trata-se da combinação de diferentes falas, sem relação necessária entre elas. Na verdade, a frase que deu origem à polêmica é a seguinte, do procurador Roberson Pozzobon, ao iniciar a sua explanação: “Não teremos aqui provas cabais de que Lula é efetivo proprietário, em papel, do apartamento”.

Em um exercício de ‘Análise do Discurso’, dois pontos são notáveis: em primeiro lugar, a frase, introdutória e, a rigor, dispensável para quem ofereceria uma denúncia formal, soa como uma confissão da dificuldade de obter provas ‘cabais’ (conclusivas, acabadas); segundo: Pozzobon deixa claro que a força-tarefa procurou, de maneira exaustiva, uma prova ‘cabal’ (‘em papel’), mas não a encontrou.

Daí, diante dessa dificuldade, os procuradores escolheram, dentre algumas alternativas de conclusão do seu trabalho, aquela que se tornou polêmica, a quarta das elencadas abaixo:

1ª: “Não conseguimos provas de que Lula seja proprietário do apartamento”;

2ª: “Não há provas de que Lula seja o proprietário do apartamento”;

3ª: “Se Lula é o proprietário, ele camuflou muito bem esse fato”;

4ª: “Embora não haja provas cabais, não há dúvida de que Lula é o dono do apartamento”.

 

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QUANDO O CORDEIRO COME O LOBO

16 de setembro de 2016     4 Comentários, deixe o seu

         (NOTA PRÉVIA. Em tempos de lobos e cordeiros, vem-nos à mente a famosa fábula)

O LOBO E O CORDEIRO  (La Fontaine) 

Na água limpa de um regato, matava a sede um Cordeiro,
quando, saindo do mato, veio um Lobo carniceiro. 

Tinha a barriga vazia, não comera o dia inteiro.
– Como tu ousas sujar a água que estou bebendo?
– rosnou o Lobo, a antegozar o almoço. – Fica sabendo
que caro vais me pagar! 

– Senhor – falou o Cordeiro – encareço à Vossa Alteza
que me desculpeis, mas acho que vos enganais: bebendo,
quase dez braças abaixo de vós, nesta correnteza,
não posso sujar-vos a água. 

– Não importa. Guardo mágoa de ti, que ano passado,
me destrataste, fingindo!
– Mas eu nem tinha nascido.
– Pois então foi teu irmão.
– Não tenho irmão, Excelência.
– Chega de argumentação.Estou perdendo a paciência!
–  Não vos zangueis, desculpai!
– Não foi teu irmão? Foi teu pai
ou senão foi teu avô –
disse o Lobo carniceiro.
E ao Cordeiro devorou.

Onde a lei não existe, ao que parece, a razão do mais forte prevalece.

(Tradução de Ferreira Gullar)

Digo eu: a moral desta postagem está no seu título, QUANDO O CORDEIRO COME O LOBO…

 

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PRETO NO BRANCO

9 de setembro de 2016     5 Comentários, deixe o seu

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Na “democracia racial” brasileira, sempre tivemos muitos escurinhos querendo se passar por branquinhos. E agora, tem muitos branquinhos querendo se passar por escurinhos. Vai entender.

Fato. Nota no Ancelmo (Globo.com, 08/09/16): “Itamarati elimina de concurso para diplomata 47 brancos que se passavam por negros”.

 

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UM MILHÃO DE MORTOS NO BRASIL. ARMAS OU PESQUISAS?  

2 de setembro de 2016     8 Comentários, deixe o seu

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(NOTA PRÉVIA. Republico postagem abaixo, do último domingo, 28/08, em vista da continuidade da matança brasileira (de brasileiros…), em especial do RJ).

ARMAS OU PESQUISAS? UM MILHÃO DE MORTOS?

28 de agosto de 2016

Matéria de Época Negócios (16/08) revela que o ministro da Justiça criticou os investimentos em pesquisa na área da segurança pública. Lê-se ali: “Moraes defende menos pesquisa e mais ‘equipamentos bélicos’ em novo governo”. A afirmação foi feita na ‘Cidade da Polícia’, no Rio, o que empresta sentido ao que falou, devendo-se levar em conta ainda que o ministro, até recentemente, foi secretário da segurança de São Paulo, dirigente maior das polícias Civil e Militar. Talvez não falasse a mesma coisa a moradores da ‘Cidade de Deus’. A sua fala, portanto, guarda coerência com o pensamento da maioria dos profissionais do setor. Como se sabe, é conhecida a aversão dos policiais a estudos e pesquisas externos. Para os policiais, sobretudo os mais graduados, os acadêmicos, chamados de “policiólogos”, nada entendem do labor policial e só sabem criticar, uma crítica que fazem aos acadêmicos às vezes procedente.

Acontece que essa polarização estanca qualquer possibilidade de avanço ― em benefício, não desta ou daquela instituição, deste ou daquele governo, e sim da população. Ora, se os policiais têm aversão às pesquisas acadêmicas; se as próprias autoridades não as valorizam, corre-se o risco de cair no velho círculo vicioso, interminável, do “mais do mesmo”, como alguém já disse. Por que não fazer uso das pesquisas? Será que não têm utilidade?

É possível que o ministro tenha enfatizado a questão das armas em função das reclamações dos policiais (os bandidos armados de fuzis). Com experiência no setor, talvez também valorize os estudos sobre a polícia brasileira. De qualquer forma, não posso deixar de mencionar que a sua fala trouxe-me à mente a posição do governador Beto Richa, do Paraná, para quem, quando, em 2012, se pretendia exigir curso superior para o exercício policial, foi contra, tendo declarado à Rádio CBN: “Uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou um superior, uma patente maior”. Richa não queria um policial reflexivo. Por quê? As pesquisas também levam à reflexão…

Com relação a mais armas e equipamentos para a polícia, a proposta do  ministro conforma-se ao cenário de “guerra” atual (sem que se pense na mudança do cenário…). Mas não custa lembrar que a aposta nas armas, em que também apostam os traficantes e bandidos outros, mostra um quadro macabro, como revela o Mapa da violência 2016: homicídios por armas de fogo no Brasil: “O país contava [2005] com um total de 15,2 milhões em mãos privadas:  • 6,8 milhões registradas; • 8,5 milhões não registradas; • dentre estas, 3,8 milhões em mãos criminosas.” […] “entre 1980 e 2014, morreram perto de 1 milhão de  pessoas (967.851), vítimas de disparo de algum tipo de arma de fogo.”  (p.12)

Bem, o ministro também falou que vai investir em “equipamentos para inteligência”. Quem viver, verá…

 

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ARMAS OU PESQUISAS? UM MILHÃO DE MORTOS  

28 de agosto de 2016     Deixe seu comentário

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Matéria de Época Negócios (16/08) revela que o ministro da Justiça criticou os investimentos em pesquisa na área da segurança pública. Lê-se ali: “Moraes defende menos pesquisa e mais ‘equipamentos bélicos’ em novo governo”. A afirmação foi feita na ‘Cidade da Polícia’, no Rio, o que empresta sentido ao que falou, devendo-se levar em conta ainda que o ministro, até recentemente, foi secretário da segurança de São Paulo, dirigente maior das polícias Civil e Militar. Talvez não falasse a mesma coisa a moradores da Cidade de Deus. A sua fala, portanto, guarda coerência com o pensamento da maioria dos profissionais do setor. Como se sabe, é conhecida a aversão dos policiais a estudos e pesquisas externos. Para os policiais, sobretudo os mais graduados, os acadêmicos, chamados de “policiólogos”, nada entendem do labor policial e só sabem criticar, uma crítica que fazem aos acadêmicos às vezes procedente.

Acontece que essa polarização estanca qualquer possibilidade de avanço ― em benefício, não desta ou daquela instituição, deste ou daquele governo, e sim da população. Ora, se os policiais têm aversão às pesquisas acadêmicas; se as próprias autoridades não as valorizam, corre-se o risco de cair no velho círculo vicioso, interminável, do “mais do mesmo”, como alguém já disse. Por que não fazer uso das pesquisas? Será que não têm utilidade?

É possível que o ministro tenha enfatizado a questão das armas em função das reclamações dos policiais (os bandidos armados de fuzis). Com experiência no setor, talvez também valorize os estudos sobre a polícia brasileira. De qualquer forma, não posso deixar de mencionar que a sua fala trouxe-me à mente a posição do governador Beto Richa, do Paraná, para quem, quando, em 2012, se pretendia exigir curso superior para o exercício policial, foi contra, tendo declarado à Rádio CBN: “Uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou um superior, uma patente maior”. Richa não queria um policial reflexivo. Por quê? As pesquisas também levam à reflexão…

Com relação a mais armas e equipamentos para a polícia, a proposta do  ministro conforma-se ao cenário de “guerra” atual (sem que se pense na mudança do cenário…). Mas não custa lembrar que a aposta nas armas, em que também apostam os traficantes e bandidos outros, mostra um quadro macabro, como revela o Mapa da violência 2016: homicídios por armas de fogo no Brasil: “O país contava [2005] com um total de 15,2 milhões em mãos privadas:  • 6,8 milhões registradas; • 8,5 milhões não registradas; • dentre estas, 3,8 milhões em mãos criminosas.” […] “ entre 1980 e 2014, morreram perto de 1 milhão de  pessoas (967.851), vítimas de disparo de algum tipo de arma de fogo.  (p.12)

Bem, o ministro também falou que vai investir em “equipamentos para inteligência”. Quem viver, verá…

 

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OLIMPÍADA.  ANTES, DURANTE E DEPOIS

21 de agosto de 2016     2 Comentários, deixe o seu

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ANTES. Em meio à euforia de muitos com a realização da Olimpíada no Brasil, e no Rio, não poucos brasileiros criticaram o excesso de gastos, em detrimento de investimentos em setores considerados mais prioritários, como saúde, educação, saneamento e outros.

DURANTE. Aos poucos, a realização das competições motivou o interesse cada vez maior de brasileiros que, antes, se mostravam céticos (meu caso…). Difícil encontrar quem não tenha torcido pelos nossos atletas, vibrado com suas conquistas, medalhistas ou não, nas diferentes modalidades. O Brasil, com 19 medalhas, supera o próprio desempenho em relação à Olimpíada de Londres, há quatro anos, quando obteve 17 medalhas, tendo ficado em 17º lugar entre os países (hoje, 13º lugar).

DEPOIS.  Dois pontos: primeiro, o tema do legado. Espera-se que os espaços olímpicos não sejam abandonados, e que o povão possa beneficiar-se deles. Espera-se igualmente o redirecionamento dos recursos públicos para atender, com toda prioridade, áreas ditas periféricas (da cidade, do estado e do Brasil), onde grande parte do povo carece de atendimento dos serviços básicos já referidos. O segundo ponto refere-se à próxima Olimpíada, em Tóquio. Lembremo-nos de que a meta do COB para a Rio 2016 era que o Brasil pulasse de 17º para 10º lugar, o que não foi conseguido; no número de medalhas, passou de 17 para apenas 19. Na verdade, pouco mudou.

Duas perguntas: (1) como explicar que, por exemplo, os Estados Unidos consigam 121 medalhas (em Londres conseguiram 104), e um país importante como o Brasil, sediando o evento, não tenha passado de 19, seis vezes menos?; e (2) Por que isso acontece, e o que deveria ser feito para que o país aumentasse significativamente o seu desempenho daqui para frente?

Em tempo. Cerimônia de encerramento de fazer chorar de emoção. Orgulho de ser brasileiro.

 

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SOBRE A MORTE DO PM HÉLIO POR TRAFICANTES DA MARÉ

13 de agosto de 2016     4 Comentários, deixe o seu

No Rio, mais um PM é assassinado por traficantes de drogas, desta vez o soldado PM Hélio Vieira Andrade, da PM de Roraima, cedido ao Governo Federal (Força Nacional) para atuar na segurança da Olimpíada. Sua morte soma-se à de outros 51 PMs do RJ assassinados de janeiro até ontem (cf. blog da jornalista Roberta Trindade).

Justifica-se a comoção nacional diante da ousadia dos traficantes, já que o ataque acontece no contexto dos Jogos, com a anunciada presença de reforço federal. O PM morto não era do Rio, assim como do Rio não eram o capitão PM Alen Ferreira, do Acre, ferido no ataque, e o soldado PM Rafael Pereira, do Piauí, que ficou em estado de choque. Em justa homenagem, expressando o sentimento de pesar de todos, foi decretado luto oficial de um dia no País, e de três dias em Roraima.

O ministro da Defesa declarou que a “Força Nacional errou ao entrar na comunidade” (cf. uol.com.br/noticias, 11/08/2016). Ora, temos aí dois problemas: primeiro, o fato de que mesmo pessoas que nasceram e vivem no Rio de Janeiro tomam cuidados especiais com os seus trajetos em razão das “áreas de risco”, não se compreendendo como os responsáveis maiores pelo planejamento da segurança da Olimpíada tenham considerado normal colocar PMs de outros estados conduzindo veículos pela cidade; segundo, embora o domínio de ‘cidadelas’ por traficantes seja um fato, não contribui para amenizar o sentimento de insegurança da população que o ministro da Defesa, encarregado da direção superior das FFAA, admita publicamente que há lugares fora do controle do Estado. Pior será que os planejadores, para se eximirem de responsabilidade, concluam que o soldado Hélio,  motorista da viatura, tenha sido o culpado.

Bem, esperemos que o infausto acontecimento sirva para mostrar a naturalização com que o poder público e a sociedade civil encaram as dezenas de assassinatos de PMs do RJ, não raro em circunstâncias idênticas, em ataques de traficantes a viaturas e bases de UPPs, como se as mortes fossem contingência natural de uma guerra convencional. Aliás, da mesma forma com que naturalizam as mortes em geral na malsinada “guerra às drogas”. Esperemos ainda que os PMs, em caso de morte em defesa da sociedade, mereçam a mesma atenção, valendo a observação para todos os PMs dos estados (e os policiais civis também). No caso do Rio de Janeiro, reconheça-se que, se a cada PM assassinado por traficantes fosse decretado luto oficial, as bandeiras do Brasil e do RJ estariam permanentemente hasteadas a meio mastro…

 

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“MAIS DE 200 DEPUTADOS PARA SUSTENTAR”?

10 de agosto de 2016     Deixe seu comentário

. Matéria de ontem, dia 09/08, no Estadão (ver link abaixo): “Tenho mais de 200 deputados para sustentar’, disse Eduardo Cunha, segundo delator: Frente a frente com ex-presidente da Câmara, Júlio Camargo relata a juiz instrutor do Supremo que peemedebista ‘justificou’ extorsão com supostos repasses a colegas da Casa”.

Digo eu: Se for verdade, dá para entender de onde vem a liderança do parlamentar, e o grande aumento da bancada do PRP.

(http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/tenho-mais-de-200-deputados-para-sustentar-disse-eduardo-cunha-segundo-delator/)

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A OLIMPÍADA E O MAESTRO TOM JOBIM

3 de agosto de 2016     4 Comentários, deixe o seu

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As reações negativas de setores populares à euforia com a Olimpíada, sobretudo em relação à passagem da tocha em locais fora da cidade do Rio de Janeiro, me fazem lembrar de certa estória. Reza a lenda que o magistral músico teria afirmado certa feita que só haveria justiça social no Rio de Janeiro quando todos morassem em Ipanema. Ironia do poeta. Talvez quisesse dizer que só haveria justiça social na cidade quando os “ipanemenses” fossem morar em Madureira.

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